Reprodução‘‘Todas as Coisas São Belas’’ faz um raio-x do comportamento liberal do povo sueco em relação à sexualidadePode-se contar nos dedos as pessoas que já ouviram falar ou assistiram ao filme ‘‘Todas as Coisas são Belas’’, uma produção sueca de 1995 que foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. É uma pena porque se trata de uma pequena obra-prima do cinema europeu que passou despercebida pelo público brasileiro. Mas nem tudo está perdido. Quem ainda não viu tem a oportunidade de assistir em vídeo uma história de pura sedução e magia.
Produzido por Per Holst e dirigido por Bo Widerberg ‘‘Todas as Coisas são Belas’’, se passa na pequena cidade de Malmo, na Suécia, em 1943. O filme conta a história de um garoto de 15 anos que tem sua primeira experiência sexual com sua professora de 37 anos. A partir de então surge uma explosão incontrolável de sentimentos e traições que termina deixando marcas profundas na vida do casal de amantes. Com uma fotografia impecável e uma trilha sonora excelente, o filme faz um raio-x do comportamento liberal do povo sueco em relação à sexualidade.
Nem todas as coisas são belas, mas este filme, em especial, é um raro exemplo no qual tudo funciona perfeitamente. As melhores cenas são passadas dentro da sala de aula, onde o jogo de olhares e gestos é uma verdadeira lição de sensualidade e provocação sexual. O casal de amantes mostra duas belezas em idades diferentes, com atores desconhecidos, mas com atuações brilhantes. Emocionante, poético e impulsivo ‘‘Todas as Coisas são Belas’’ é um filme que transforma o espectador em cúmplice de um romance clandestino, intenso e desafiador. Uma cumplicidade que dura 130 minutos de pura beleza.
(C.M)

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