O tradutor Eduardo Carreira comenta no livro ‘‘os Escritos de Leonardo da Vinci’’ que o mestre italiano auxiliou na dissecação de mais de 30 cadáveres junto a escolas de medicina. Ele faz, inclusive, um relato sinistro de uma dessas sessões. O múltiplo pesquisador manteve uma longa conversa com um velho, momentos antes deste vir a falecer. Logo após o último suspiro do ancião, Leonardo o dissecou. ‘‘Algumas horas antes de morrer, este velho disse-me que vivera por cerca de cem anos e não sentia qualquer mal físico a não ser a fraqueza. E assim, sentado numa cama do asilo de Santa Maria Novella, sem nenhum movimento, ele passou suavemente desta vida para outra. Pratiquei a autópsia para verificar a causa de sua morte tão mansa e descobri que estava fraco porque lhe faltava sangue e que não funcionava bem a artéria que alimenta o coração e outros membros, que encontrei secos como pergaminhos encarquilhados e murchos’’. Consta também que ele dissecou pássaros, cavalos, um urso, cães e gatos.(F.F.)

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