Liberdade de expressão em festival consolidado
As vésperas de completar 40 anos, a edição 2007 do Filo traz a cidade mais de 40 companhias de dez países, com apresentações em teatros e espaços alternativos, como a Concha Acústica, Calçadão, Terminal Urbano Rodoviário e a feira da avenida Saul Elkind. ''Nosso objetivo é espalhar o festival por toda cidade. Envolver as pessoas de forma que, mesmo que ela não compareça ao teatro, ocorra uma participação em alguma manifestação cultural'', define o diretor do FILO, Luiz Bertipaglia.
Para ele, o sucesso do festival e a grande procura por convites se dão justamente por esse envolvimento, algumas vezes involuntário, do londrinense com o evento. ''Ao longo de 39 anos o festival vem se consolidando cada vez mais, despertando ointeresse de um número cada vez maior de pessoas. Por isso temos sempre a preocupação em realizar as apresentações nos mais variados espaços, com uma qualidade sempre crescente'', destaca Bertipaglia.
De acordo com Bertipaglia, a novidade desta edição está nas chamadas atividades formativas, que são palestras, cursos, oficinas, mesas-redondas, encontros e exibição de vídeos com artistas participantes do FILO. ''Esperamos com issoestreitar ainda mais a relação do público com os artistas, já que essas atividades são abertas a toda comunidade'', destacou o diretor do festival.
Entre os destaques, palestra com o ator e diretor Cacá Carvalho, que traz o espetáculo ''O Homem com a Flor na Boca'', de Luigi Pirandello. Já entre as atividades que voltam a esta edição, está o Palco Petrobras, com a apresentação de peças infantis. ''Destinar as peças infantis a um espaço próprio foi uma idéia que deu muito certo no ano passado. Registramos em 2006 cerca de 5 mil pessoas nesse espaço'', aponta o diretor. ''Todas as apresentações infantis são de alta qualidade. Com peças que não apenas divertem, mas que convidam as crianças a pensar e desenvolver o senso crítico. Esperamos com isso formar o público de futuras edições'', complementa.
Este ano ainda serão realizadas seis atividades sócio-culturais dentro dos chamados ''Projetos de Maio'', presentes na programação do FILO desde 1998. ''Procuramos intensificar e aprofundar atividades que já vinham sendo realizadas,por isso temos um número menor de ações'', afirma Bertipaglia.
Entre as comunidades atendidas pelos projetos estão os alunos do Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC), Instituto Londrinense de Educação para Surdos (ILES), o Conjunto habitacional Champagnat, Jardim Rodocentro e dos Pássaros, além dos bairros Farid Libos, José Belinati, Semíramis Barros Braga e João Paz.
Quando questionado sobre o que considera imperdível entre as atrações do festival, Bertipaglia destaca toda a programação infantil, o grupo de dança norte-americano Big Dance Theater, o grupo paulista Cia Triptal de Teatro, a nova montagem do Ballet de Londrina, entre outros. ''O público pode esperar altaqualidade artística. Na realidade, seria injusto não recomendar toda a programação'', adverte o diretor do Filo.





