O jeito tranquilo de Rocco Pitanga reflete diretamente na maneira leve com que enxerga a profissão de ator. Para o intérprete do Nelito de "Vitória", viver os mais variados personagens nada mais é do que um hobby. Afinal, desde criança, ele se acostumou a ver o pai, o também ator Antônio Pitanga, em cena. E ainda pôde acompanhar de perto a trajetória da irmã, Camila Pitanga.
Por isso mesmo, se envolver com a atuação acabou sendo um caminho natural. Além de funcionar como uma espécie de terapia. "Tem dias que chego mais ansioso e isso é emprestado para o personagem como uma maneira de extravasar", revela Rocco, que aproveita para experimentar situações na ficção que ainda não teve a oportunidade de vivenciar de fato. "Não sei em que outro momento da minha vida eu poderia casar, morrer, virar advogado, chefe de morro ou ser cavalariço metrossexual", aponta.
Em "Vitória", o ator tem a chance de se inserir em um universo completamente novo: o da cavalaria. Seu personagem é um metrossexual, apesar de trabalhar como cavalariço em um ambiente, aparentemente, nada propício para qualquer tipo de vaidade. Mas Rocco acredita que as cenas de Nelito cuidando de sua aparência poderiam ser mais exploradas. "Podia ter cenas dele no salão arrumando o cabelo, fazendo unha e sobrancelha", opina.
Antes de ser escalado para o atual folhetim da Record, ele foi liberado pela emissora para participar de "Windeck", produção luso-angolana que concorreu a 41ª edição do "International Emmy Awards" e que será exibida pela TV Brasil em novembro. "Foi bom contracenar com pessoas que têm um sotaque diferente. Quando há essa diferença de local e clima, a cena já vai para um lugar mais lúdico", reflete.

Nome: Antônio Rocco Pitanga Manhães Sampaio.
Nascimento: Em 18 de julho de 1980, no Rio de Janeiro.

O primeiro trabalho na tevê: "Com o Chico Anysio, fazendo o quadro do Painho, em 1998".
Atuação inesquecível: "Em 'Era Uma Vez', quando o Dé, vivido pelo Thiago Martins, descobre que meu personagem, o Carlão, foi o sequestrador da namorada. Foi uma cena muito real. Fico arrepiado só de pensar".
Um momento marcante na carreira: "Poder fazer Jesus Cristo; a primeira vez que fui chamado para fazer cinema e ter ganhado um prêmio com 'As Filhas do Vento' e ter feito uma novela em Angola".
Ator: Selton Mello.
Atriz: Cyria Coentro.

Novela preferida: "Da Cor do Pecado", de João Emanuel Carneiro, exibida pela Globo em 2004.
Que papel gostaria de representar: Orfeu.
Se não fosse ator, o que seria: Diretor.

Filme: "As Filhas do Vento", de Joel Zito Araújo.

Música: "Gosto de qualquer tipo de música".

Autora: Christianne Fridman.

Diretor: Edgar Miranda.

Medo: "Que o medo me atrapalhe de fazer alguma coisa que eu queira muito".
Projeto: "Por enquanto, estou focado em 'Vitória', mas depois penso em voltar ao teatro porque estou há muito tempo longe".

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