Mil e setecentos anos separaram os filósofos Sêneca, que viveu nos tempos de Cristo; e Voltaire, que viveu no século 18. Mesmo assim, os dois deixaram em suas coleções de frases pensamentos semelhantes em relação ao hábito de ler: ''A leitura nutre a inteligência'', dizia Sêneca. ''A leitura engrandece a alma'', avaliava Voltaire.
Hoje, na era da comunicação, em pleno século 21, o leitor continua em alta, ganhou até um dia em sua homenagem, o sete de janeiro. E não podia ser diferente. Ele merece.
O leitor é um romântico, um apaixonado, sempre consciente das coisas de seu tempo. Tem sede de saber. Sente prazer ao correr os olhos por linhas poéticas, prosaicas ou noticiosas. É faminto por informação.
No caso do jornal, o leitor é um cúmplice, um parceiro. O jornal não existiria sem ele. Por sua vez, o leitor não vive sem o jornal, mesmo sabendo que nele não está impresso, muitas vezes, o que ele gostaria de ler.
Para o bancário e advogado Eliseu Linares Filho, morador de Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina), a FOLHA é sinônimo de café da manhã. Uma das primeiras coisas que faz a cada dia é ler o jornal, hábito que adquiriu de seu pai e já transmitiu para a filha Isadora, de 11 anos. O único problema é a ''briga'' em família pelas páginas da FOLHA. A esposa Salete também participa da disputa. ''É uma batalha saudável, logo tudo se ajeita. O importante é os pais ensinarem aos seus filhos como é bom ler. Um país só se desenvolve quando seus cidadãos começam a pensar'', comenta Linares Filho.
Em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), a comerciante Isabel das Graças Mendonça lê a FOLHA todos os dias desde 1974, quando seu pai, Antônio do Nascimento Afonso, começou a assinar. Atualmente, a assinatura está no nome de Isabel, que é fã dos cadernos de Esportes e Cidades. Corintiana, tem sofrido nos últimos tempos com as notícias do seu time, mesmo assim não deixa de disputar o jornal com os fregueses de sua mercearia todas as manhãs. ''Temos até um cantinho da leitura, que é onde fica o jornal'', explica. Sobre o fato de existir um dia do leitor ela é enfática. ''Para quem gosta de ler, todos os dias são do leitor'', diz sorrindo, admitindo, na sequência, que é bom saber que há um dia para os amantes da leitura.
Em Dois Vizinhos, cidade da região de Francisco Beltrão, a mais de 500 km de Londrina, a leitura da FOLHA é o santo remédio para a saudade que o analista administrativo Luciano Henrique Costa sente de sua cidade natal. Nascido em Londrina, ele trocou o Norte do Paraná pelo sudoeste por motivos profissionais, mas não conseguiu ficar sem as notícias do jornal. ''Tornou-se um hábito'', resume Costa. Para levar notícias a todos os leitores ansiosos por informações, como o analista administrativo, a FOLHA viaja, todos os dias, milhares de quilômetros pelo Paraná todo.
Nascida e criada em Londrina, a produtora de televisão Nádia Val é uma leitora por excelência. Formada em Letras, diz que curte desde os clássicos até história em quadrinhos, passando, é claro, por jornais e revistas.
''Precisamos visualizar a leitura como formadora de cidadania. Só vamos mudar o mundo para melhor se tivermos domínio dele e, para dominá-lo, precisamos conhecê-lo'', opina.
Outras milhares e milhares de histórias de leitores estão escondidas por este Paranazão e pelo mundo afora. Escrevemos algumas como forma de homenagear nossos parceiros de todos os dias. Parabéns, leitores!

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