Letra crítica
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Raquel Rodrigues<br>TV Press 
Roberta Gualda tem como uma das lembranças da infância o fascínio de vestir personagens. Entretanto, a atriz admite que demorou a encarar a atuação como uma possibilidade de profissão a ser seguida. Aos 14 anos, Roberta começou a fazer teatro no Tablado. Mas, na hora de prestar vestibular, pôs em dúvida a vocação e optou por Direito. "Eu tentei fugir de várias formas, mas não consegui. Agora, já estou tranquila com a decisão de ser atriz", admite.
O primeiro papel com impacto que fez na televisão foi como a odiosa Paulinha de "Mulheres Apaixonadas". E, desde então, coleciona papéis que a marcaram de forma positiva como a Greice de "A Favorita" e a Dóris de "Balacobaco".
Atualmente no ar como a cozinheira semianalfabeta Anastácia, em "Vitória", a atriz vê a importância de tratar do tema analfabetismo em uma novela como um lembrete. "A gente costuma esquecer a quantidade de gente que esse país tem que não sabe ler e escrever", reflete.
Na trama, Anastácia está tendo a oportunidade de ser alfabetizada. Para a atriz, a mesma chance deveria ser oferecida a todos os brasileiros. "A primeira coisa que as pessoas precisam saber para desenvolver uma visão crítica é ler e escrever. Dá uma liberdade que a gente esquece que tem", analisa.
Apesar de apontar que seu papel em "Vitória" tem cenas ótimas, Roberta gostaria de trabalhar um pouco mais a comédia em futuros trabalhos por ser um campo que explorou menos durante a carreira.
Outra vontade é fazer mais cinema, uma vez que a produção de filmes nacionais vem crescendo. "É um tipo de trabalho mais artesanal e muito gostoso de fazer. Demanda mais tempo para se preparar", conta.
Nome: Ana Roberta de Macedo Costa Gualda.
Nascimento: Em 30 de outubro de 1977, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: "Como a Mari, de 'Mulher'".
Atuação inesquecível: "As minhas cenas como a Paulinha, de 'Mulheres Apaixonadas'".
Um momento marcante na carreira: "Todos os meus personagens foram marcantes. Mas foi bom abordar um lado mais cômico em 'Balacobaco'".
A que gosta de assistir: "Gosto de assistir a seriados como 'Orange Is The New Black'".
A que nunca assistiria: "Programas sensacionalistas".
O que falta na televisão: "Falta mais produção de ficção própria do Brasil e mais tentativas de novos formatos".
O que sobra na televisão: "Muita gente gritando".
Novela preferida: "Éramos Seis", de Silvio de Abreu e Rubens Edwald Filho, exibida pelo SBT em 1994.
Vilão marcante: "Carlos Vereza como Sr. Francisco de Montserrat, em 'Direito de Amar'".
Que papel gostaria de representar: "Tenho vontade de fazer uma vilã meio psicopata".
Humorista: Jô Soares.
Filme: "A Felicidade Não Se Compra", de Frank Capra, de 1946.
Música: "Qualquer uma do Chico Buarque".
Autor: Fiódor Dostoiévski.
Diretor: Frank Capra.
Mania: "Meter o pé no acelerador do carro".
Medo: "Ficar na beirada de lugares altos".
Projeto: "Tenho uma peça em vista, mas ainda é cedo para falar a respeito".


