Leonardo Da Vinci ganha homenagem em Nova York
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
France Presse 
O Museu Metropolitan de Nova York está apresentando a mostra ''Leonardo, mestre do desenho'', uma das mais importantes retrospectivas dedicadas até hoje ao gênio do Renascimento.
Vinte e cinco museus, instituições ou coleções particulares do mundo inteiro emprestaram, alguns pela primeira vez, uma centena de desenhos, croquis, esboços, esquemas e escritos. Eles permitem ''ver de perto a mão criadora deste grande gênio'', segundo Carmen Bambach, curadora da exposição.
A organização cronológica mostra a vida e a obra de Leonardo, nascido em 1453 na pequena cidade toscana de Vinci, filho natural do notário Ser Piero da Vinci e de uma camponesa da qual só se conhece o nome de batismo, Caterina.
Embora nunca tenha dominado o latim, a ''língua franca'' das elites intelectuais européias da época, o jovem Leonardo mostrava uma surpreendente facilidade para o desenho. Ele desenhava com a mão esquerda e tinha uma formidável capacidade de observação.
Durante toda a vida, Leonardo continuou fazendo desenhos, croquis e esboços, com tinta ou a lápis. Foram preservados cerca de 4 mil desenhos, a maioria de tamanho pequeno, e apenas 15 telas.
Constam da exposição oito páginas do famoso ''Codex Leicester'', comprado por Bill Gates em 1994 por mais de 30 milhões de dólares, onde os croquis e as frases se encadeiam, complementam e respondem uns aos outros.
Os retratos têm um lugar central na obra de Da Vinci, com destaque para os delicados rostos de madonas e a série de famosas caricaturas grotescas. A apresentação de originais cujas cópias e fotografias são conhecidas no mundo inteiro permite a descoberta, à margem ou debaixo de alguns desenhos, de outros esboços, que demonstram as hesitações e as mudanças de parecer do mestre.


