São Paulo - Foram dois anos com a turnê do disco Chão. A vontade de Lenine de levar aquele show para todos os cantos do Brasil fez com que o cantor e compositor pernambucano alongasse o tour. "Esse intervalo é comum entre meus discos de repertório, porque esse período possibilita viajar da maneira como gosto", diz ele. Chão tinha fôlego para mais andanças, mas seu ciclo foi encerrado praticamente à força. Um novo show se fazia urgente e, para tanto, pedia um novo disco de inéditas. Por isso, Carbono, o álbum, chega junto com a turnê, que teve início esta semana no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
Lenine correu para finalizar o trabalho. Foram dois meses, fevereiro e março deste ano, compondo e formando parcerias com velhos companheiros de música. E com gravações no Rio, São Paulo, Salvador e Amsterdã. Com os conterrâneos do Nação Zumbi, ele grava a primeira música juntos, Cupim de Ferro (Lenine/Pupillo/Dengue/Lucio Maia/Jorge Du Peixe), com a batida forte característica do Nação - e em diálogo com Madeira Que Cupim Não Rói, de Capiba.
Para O Universo na Cabeça do Alfinete (dele e o antigo parceiro Lula Queiroga), chamou, via Skype, o holandês Martin Fondse e sua orquestra - com quem Lenine já se apresentou -, para participar daquela "valsa quase medieval com um texto bem universal". Outra orquestra, a brasileira Rumpilezz, está na bela À Meia Noite dos Tambores Silenciosos (parceria com Carlos Rennó), que faz um retrato sonoro da tradicional cerimônia. Com Carbono, Lenine estabelece uma relação entre o elemento químico, que se modifica a partir de suas combinações, e ele próprio, que, dependendo da associação musical, dá vazão a diferentes Lenines.

Confira o bate-papo com o cantor aqui.

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