Por ser milenar, a cultura japonesa está repleta de lendas que ajudam a valorizar os símbolos que ainda hoje fazem parte da sua história. Na Imin 100, alguns desses objetos simbólicos - como a tanabata (enfeite feito de papel colorido) e o tsuru (dobradura de papel em formato de pássaro) - estiveram presentes e, além de embelezarem o ambiente, ajudaram a reforçar a riqueza simbólica que vem do Japão. Saiba mais sobre as lendas desses dois ornamentos:
Tanabata - O festival de Tanabata tem origem numa lenda japonesa. Orihime era a filha de um poderoso deus. Certo dia, estando diante de seu tear, viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou. O pai consentiu no casamento dos dois jovens. Porém, casados e totalmente dominados pela paixão, ambos descuidaram-se de seus afazeres normais. Foi então que, o pai indignado, ordenou que eles vivessem separados, um de cada lado da Via Láctea e só se reencontrassem uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, se atendessem aos pedidos vindos da Terra. Segundo a mitologia japonesa, Orihime é representada pela estrela Vega, e o rapaz, pela estrela Altair, do lado oposto da galáxia, que realmente só se encontram uma vez por ano. O festival teve início há mais de mil anos e a data tornou-se feriado nacional em 1603. No Tanabata, as ruas são decoradas com grandes ramos de bambu que recebem a ornamentação de enfeites coloridos de papel que simbolizam as estrelas. Nesses bambus são pendurados os tanzaku, pequenos pedaços coloridos de papel onde as pessoas colocam seus pedidos.
Tsuru - Segundo a lenda japonesa, o tsuru é uma ave sagrada que vive mil anos. Considerada símbolo de sorte, paz, felicidade e longevidade, diz-se que se uma pessoa estiver doente e fizer mil dobraduras desta ave será curada. Esta crença popular acabou sendo associada a um fato ocorrido no Japão, em 1945, mais precisamente ao final da Segunda Grande Guerra com a explosão da primeira bomba atômica lançada pelo Estados Unidos. A menina Sadako Sasaki descobriu que tinha leucemia, em consequência da radiação, quando tinha 12 anos. Vendo outras crianças morrerem do mesmo mal, ela resolveu fazer os mil tsurus. Mesmo muito doente, conseguiu fazer as mil dobraduras antes de morrer, no dia 25 de outubro de 1955. Seus colegas de classe decidiram arrecadar dinheiro para construir um monumento em homenagem à ela e às demais vítimas da bomba, e formaram um clube. Os trinta e nove colegas da classe de Sadako conseguiram mobilizar mais de 3 mil escolas no Japão e mais nove de outros países, conseguindo arrecadar o valor necessário para a construção do ''Monumento das Crianças à Paz'', localizado no Parque da Paz - em Hiroshima. Os integrantes do clube até hoje visitam pessoas doentes e penduram tsurus no monumento.

Mais informações no site: www.culturajaponesa.com.br

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