Lembrando Elis
NA TV Lembrando Elis A TV Cultura presta homenagens a Elis Regina, na semana em que a cantora completaria 55 anos Nelson Sato De Londrina O primeiro especial foi exibido ontem, o segundo vai ao ar amanhã. Na semana de aniversário de Elis Regina, que completaria 55 anos hoje, a Rede Cultura não esqueceu de homenagear a cantora com imagens do fundo do baú. Depois de mostrá-la interpretando seus sucessos no programa MPB Especial, a emissora prepara o documentário Elis, Que Saudade, que reúne trechos de shows, depoimentos e sua última entrevista para a televisão. O programa vai ao ar amanhã, às 20h30. Elis fala de sua vida, dos amigos, da realidade de uma estrela em um país como o Brasil e da relação com as gravadoras. Na seção musical do programa, ela interpreta Canção da América, Maria Maria e Alô Alô Marciano (todas do show Saudade do Brasil, de 1979); além de Gracias a La Vida e Aquarela do Brasil (ambas do show Falso Brilhante, que inaugurou o Teatro Bandeirantes, em 1975). Elis morreu em 1982, intoxicada com uma mistura de álcool e cocaína. Diferente da idolatria tardia que costuma alcançar artistas mortos precocemente, a cantora gaúcha já era aclamada em vida como uma intérprete gigantesca. Realizava-se nos shows. Numa entrevista à escritora Clarice Lispector, afirmou: O palco está tão ligado à minha maneira de ser, à minha evolução, aos meus traumas, que eu acho que me separar do palco é a mesma coisa que castrar um garanhão. Tornou-se uma das unanimidades da MPB, sigla aliás que ela mesma teria cunhado para abrigar a nova safra de músicos oriunda dos festivais distinguindo-a da geração bossa nova. Foi inclusive no primeiro desses festivais, realizado em 1965 pela TV Excelsior, que Elis tirou o primeiro lugar cantando Arrastão, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. No mesmo ano já estava comandando o programa semanal O Fino da Bossa, na TV Record, por onde passariam os maiores nomes da música brasileira. Nos anos 70 e até o começo dos 80, Elis Regina emplacaria sucessivas canções nas paradas revelando inúmeros compositores a cada álbum lançado ao longo da carreira. Foi assim com João Bosco, Aldir Blanc, Belchior e Renato Teixeira. Pouco antes de partir, a cantora começava a ouvir fitas para escolher o repertório de seu próximo disco, o primeiro para a gravadora Som Livre. Sua última entrevista à TV é dada para o programa Jogo da Verdade, da Cultura. É o que o público poderá conferir amanhã, quando ela é sabatinada por Maurício Kubrusly, Zuza Homem de Mello e Salomão Esper. Em Londrina, Elis será homenageada no próximo mês, com um show-tributo da cantora Neuza Pinheiro no Empório Guimarães.





