Galeno Gonçalves integrou o concerto de estreia da Osuel, nos anos 1980: público que lotou o Ouro Verde na época ovacionou o grande momento que a cidade vivia
Galeno Gonçalves integrou o concerto de estreia da Osuel, nos anos 1980: público que lotou o Ouro Verde na época ovacionou o grande momento que a cidade vivia



Quando o oboísta Galeno Pires Gonçalves começou a tocar flauta doce, ainda com 16 anos, nem imaginava que poucos anos depois seria integrante da orquestra. "No início, usava um oboé emprestado de Benvenuto, que me ensinou muita coisa", recorda-se. De lá para cá, dentre os 34 anos atuando na Osuel, além do aprimoramento técnico, muitas conquistas, lembranças e o casamento com Cecília Ribeiro Gonçalves, que também toca viola na orquestra. "Cada músico que está ou esteve aqui, cada maestro que passou e os diferentes perfis, professores do Festival de Música, todos tiveram sua importância no crescimento da Osuel."

Mas, se tanto Galeno quanto o violoncelista Vanderlei de Oliveira e outros companheiros viram o auge da orquestra, também presenciam tempos difíceis. "Agora que estamos de volta ao teatro, espero que, em breve, tenhamos bons momentos com a execução de grandes obras como as que apresentamos na década de 1990", diz Oliveira. Na expectativa de tocar os primeiros acordes ao público no novo teatro, o desejo é que a orquestra tenha sua formação completa e que retorne para o calendário fixo de atividades culturais da cidade. "Vamos encher o teatro de público e música novamente", garante. (M.T.)

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