LEITURINHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Marcos Losnak<br> Especial para a Folha2 
O Dariz, obra do francês Oliver Douzou, traz a divertida história de um nariz entupido
Atchim... Guando você esdá gribado, o dariz fica dodo endupido. Barece que dinguém endende o que você fala. As balavras ficam esdranhas, algumas letras simblesmente desabarecem. Atchim...
É engraçado falar com o nariz entupido. Mais engraçado ainda é escrever com o dariz endupido. O escritor e ilustrador francês Olivier Douzou entrou nessa brincadeira e criou o primeiro livro com nariz entupido do mundo.
Lançado pela editora Cosac Naify, O Dariz apresenta a história de um nariz de homem que acorda completamente entupido. Para resolver o problema, parte em busca de um lenço para assoar. Em sua procura, cruza pelo caminho com um monte de coisas igualmente entupidas.
O nariz encontra uma tromba de elefante, um nariz de palhaço, um focinho de porco, um bico de pato, um focinho de cachorro, um nariz de Pinóquio e um nariz de tamanduá. Juntos, todos partem em busca do lenço perdido.
Pelo caminho encontram todo tipo de situação, uma mais absurda que a outra. Um botão, por exemplo, que acha que é um nariz, entra na procura. Até um vidro de pimenta-do-reino em pó aparece na história para provocar uma tempestade de espirros. E um mar de ranho também.
O Dariz é todo escrito do ponto de vista de um nariz entupido. O texto reproduz o som das palavras pronunciadas por um grupo maluco de darizes endubidos num divertido exercício de linguagem.
Se você agordar gribado, melhor ficar em gasa, embaixo das gobertas, bem quietinho. Atchim... O dariz bode não zentir cheiro de dada, mas dambém pode, de rebente, virar focinho de borco. Na dúvida, melhor ficar em gasa, embaixo das gobertas, lendo um libro. Atchim...


