LEITURINHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Marcos Losnak<br>Especial para a Folha2 
Se você acha que todos os problemas do mundo pousam sobre sua cabeça, é porque não conhece a Rosa. Ela tem todos os problemas e mais alguns. Com 14 anos de idade, ela nunca teve um namorado. Para piorar, ela nunca beijou ninguém na boca.
E isso é só um pedaço de seus problemas. Ela acabou de mudar de cidade e deixou todas as amigas para trás. Sua mãe está grávida do segundo filho e não tem tempo para ela. O novo namorado da mãe a enche de ordens e duras.
Na verdade Rosa vê todos os problemas com lente de aumento. Sua história nada fácil está em Como Sobreviver ao Primeiro Beijo?, romance infanto-juvenil da escritora holandesa Francine Oomen lançado pela Editora Fundamental.
Para apresentar a história de Rosa, Francine Oomen utiliza, além da narrativa tradicional, formas de textos característicos da internet como e-mails, blogs, salas de bate-papo e MSN.
O drama de Rosa é semelhante ao de outras garotas. Inseguras no entendimento da paixão e, ao mesmo tempo, sedentas pelo sentimento amoroso. Ela só ela sabe direito o que fazer. Imersa em tantos problemas, as coisas se tornam mais complexas.
Na tentativa de solução, Rosa vai se deparando com uma série de toques para novas situações e anseios. Dicas de como beijar de língua, de como não ficar arrasada com um fora, como sobreviver aos dias de menstruação, como evitar cantadas indesejadas, etc.
O grande desafio de Rosa em Como Sobreviver ao Primeiro Beijo? está justamente em aprender a ser ela mesma. E que cada pessoa tem seu tempo próprio para entender tanto as coisas simples, como as complicadas. Um tempo que merece respeito.
Quando estamos apaixonados, em alguns momentos concordamos em fazer coisas que o outro quer, mas nós não queremos. Tudo por medo de perder a pessoa que amamos. Por receio, somos capazes de cometer erros doloridos.
O impasse está no fato do erro fazer parte do aprendizado, parte da vida. Esse passa a ser o maior problema e Rosa: conseguir discernir entre o certo e o errado no interior do vendaval da paixão.


