Numa família de muitos irmãos, o caçula tende a ser o último que fala e o primeiro que apanha. Se por acaso ele for baixinho, quietinho e fraquinho, a situação piora. Tem grande chance de virar o saco de pancada da casa.
Esse era o caso de Pequeno Polegar. Sétimo filho de um humilde casal de camponeses, era um autêntico tampinha de garrafa.
Recebeu o nome de Pequeno Polegar graças ao seu tamanho. Nasceu bem pequenininho e pouco cresceu ao longo da infância. Seu tamanho podia ser reduzido, mas sua esperteza era enorme.
A história de ''O Pequeno Polegar'' foi criada pelo escritor francês Charles Perrault (1628 - 1703), muito tempo atrás. Há mais de 300 anos. Mais conhecida em inúmeras versões, o texto original está sendo lançado pela Editora Companhia das Letrinhas com ilustrações de Clotilde Perrin
Tudo começa quando os pais de Polegar, diante da pobreza e da completa falta de comida, resolvem abandonar os sete filhos no meio da floresta. Uma crueldade que seria realizada em segredo.
Percebendo o plano dos pais, Polegar resolve jogar algumas pedrinhas para marcar o caminho. Seguindo as pedrinhas, poderia, junto com os irmãos, encontrar o caminho de volta para casa.
A estratégia dá certo. Abandonados na floresta, conseguem encontrar o caminho de cada. O drama é que os pais repetem a ação e Polegar em vez de jogar pedrinhas, joga migalhas de pão. Claro que os passarinhos devoram todos os pedaçinhos de pão e situação fica complicada.
Você deve estar pensando alguma coisa como ''já vi essa história antes''. Com razão. Ela foi utilizada pelos Irmãos Grimm na famosa história de ''João e Maria''.
As semelhanças das histórias se estendem até Polegar e seus irmãos encontrarem uma cabana no meio da floresta. Não é nenhuma casinha de doces e balas, mas a residência de um enorme e malvado Ogro. Assim como a Bruxa de ''João e Maria'', ele adora comer criançinhas gordinhas e malpassadas.
Em apuros, Polegar precisa pensar rápido para salvar a própria pele e a dos irmãos. Com uma série de ações pautadas pela inteligência e esperteza, consegue vencer o horrível Ogro e ainda conseguir um punhado de dinheiro para aos pais.
Os detalhes estão no livro, mas vale a pena adiantar a moral da história de Charles Perrault: ''Ninguém se aflige por ter uma filharada se a prole é bela, forte, bem-apessoada; Mas, se um deles sai mirrado ou então calado, é ludibriado, é enganado, é desprezado; Às vezes, no entanto, é esse petiz que fará toda a família feliz.''
Serviço:
- O Pequeno Polegar, de Charles Perrault, ilustrações de Clotilde Perrin, Editora Companhia das Letrinhas, tradução de Rosa Freire d'Aguiar, apresentação de Tatiana Belinky, 40 páginas, R$ 27,00.

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