Concentração total. Um garoto na frente do vídeo game. Olhos numa só direção. O jogo é tudo. Horas e horas. O pai pode falar, a mãe pode gritar, a avó pode tentar, o tio pode argumentar e nada. O jogo é tudo.
A cena é mais do que comum, um garoto horas e horas diante do vídeo game. E é o ponto de partida de "Caranguejo Bom de Bola", livro infantojuvenil do escritor Carlos Castelo lançado pela editora Terceiro Nome com ilustrações de José Carlos Lollo.
A obra narra a história de Martim, um garoto que passava os dias jogando futebol no vídeo game. Seus pais, muito ocupados com o trabalho, não dão atenção ao fato. Até o dia que o boletim do colégio aparece repleto de notas vermelhas.
Então os pais resolvem radicalizar. Simplesmente tiram o vídeo game de Martim. Só voltará a jogar quando suas notas ficarem todas azuis.
Sozinho em casa, sem o vídeo game, o garoto entra em parafuso. Para sair do fundo do poço, Martim recebe a ajuda de Ernesta, a empregada doméstica da família.
Ernesta começa a ensinar uma série de brincadeiras ao menino. Brincadeiras que ele não conhecia, que nunca tinha experimentado. Brincadeiras reais, bem diferentes dos jogos virtuais. Inclusive o futebol de carne e osso.
Em "Caranguejo Bom de Bola" Carlos Castelo aposta na conciliação entre estudos e lazer, entre jogos virtuais e brincadeiras tradicionais. O grande aprendizado de Martim está em não viver com os olhos voltados para uma única coisa.

Serviço:
"Caranguejo Bom de Bola"
Autor – Carlos Castelo
Ilustrações – José Carlos Lollo
Editora – Terceiro Nome
Páginas – 40
Quanto – R$ 29

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