É um tipo de história que se repete através dos tempos. Tudo começa com um menino que possui o sonho de voar. Voar como os passarinhos. Um menino que acredita que um guarda-chuva é uma máquina voadora disfarçada de guarda-chuva.
Um belo dia, em segredo, o menino pega o guarda-chuva do pai e sobe no telhado da casa. Pensando em voar como um pássaro, salta lá de cima com o guarda-chuva aberto nas mãos.
O fim da história todo mundo sabe. Perna quebrada. Braço partido. Cabeça rachada. Guarda-chuva destruído. Pai gritando. Mãe chorando. Pronto socorro. Gesso. Remédio. Castigo.
Mas não são apenas as crianças que sonham em voar como os passarinhos. Muitos marmanjos acalentaram esse sonho antes de Alberto Santos Dumont. Entre eles está o Capitão Arsênio, que viveu na região da Patagônia durante o século 18.
A história desse inventor maluco é narrada pelo ilustrador argentino Pablo Bernasconi em "O Diário do Capitão Arsênio", livro infantojuvenil publicado pela editora Girafinha.
A partir do diário deixado pelo próprio Capitão Arsênio, o autor apresenta as máquinas de voar criadas pelo inventor. Também apresenta os esboços dos projetos, anotações de estudos e descrições das experiências de voos. Tudo cientificamente calculado.
As criativas máquinas trazem uma ingenuidade bem humorada. Uma de suas primeiras experiências foi amarrar um punhado de canários nas costas e pular de um desfiladeiro. Outra foi construir uma engenhoca onde as hélices eram movidas por um hamster correndo numa roda.
Na determinação de voar, Capitão Arsênio vivia se esborrachando no chão. Tombos de todos os tipos e de todas as alturas. Suas experiências pareciam mais como a arte da queda do que com a arte de voar.
Mas a sucessão de fracassos nunca foi capaz de abalar o sonho de Capitão Arsênio. Ele sempre voava pela imaginação de máquinas maravilhosas.

Serviço:
"O Diário do Capitão Arsênio: A Máquina de Voar"
Autor – Pablo Bernasconi
Editora – Girafinha
Tradução – Rafael Mantovani
Páginas – 32
Quanto – R$ 32

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