LEITURINHA - Com a cabeça na lua
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de agosto de 2005
Marcos Losnak<br> Especial para a Folha2 
Em 1929 astrônomos descobriram um novo planeta no sistema solar. Entre os planetas conhecidos, era o mais distante da Terra e passou a ser chamado provisoriamente de ''Planeta X''.
Os cientistas quebraram a cabeça para encontrar um nome para batizar o planeta, mas nenhum nome parecia adequado. Discutiram com especialistas, pesquisaram mundos e fundos e nada.
Venetia, uma garota de 11 anos, ficou sabendo do desafio dos cientistas e resolveu procurar um nome legal para o novo planeta. Pensou aqui, consultou um livro mitologia ali e encontrou um nome: Plutão.
Na sequência, Venetia escreveu uma carta aos astrólogos sugerindo o nome. Quando receberam a carta, os cientistas ficaram de boca aberta. Plutão era o nome ideal, encaixava-se perfeitamente. Assim, em 1930, o último planeta do sistema solar foi batizado de Plutão.
A história verídica de Venetia está entre as apresentadas por Marc McCutcheon no livro ''A Menina Que Batizou Um Planeta e Outras Histórias''. Lançado pela Editora Cosac Naify com ilustrações de Jon Cannell, o livro traz uma série de experiências extraordinárias do mundo da ciência vividas por jovens e crianças.
Uma das histórias narradas é a de Louis Braille, um garoto que ficou cego aos três anos de idade. Como gostava de ler, acabou inventando na adolescência uma escrita para cegos, conhecida como ''alfabeto braile''. Na época, em 1826, seus professores não levaram sua invenção a sério, mas hoje ela é utilizada em todo mundo.
Você não vai acreditar, mas a televisão foi inventada por um garoto de 14 anos chamado Philo Farnsworth. Sua história também é narrada no livro. Ele vivia num sítio e não conhecia a energia elétrica. Quando viu pela primeira vez uma lâmpada acesa, apaixonou-se pela eletricidade.
Foi arando a terra para o plantio que, associando o desenho dos sulcos do chão às ondas elétricas, criou o princípio de funcionamento da televisão, da transmissão de imagens. Philo gastou o resto de sua vida para concretizar a idéia.
A grande maioria das histórias narradas em ''A Menina Que Batizou Um Planeta'' possui uma coisa em comum. As descobertas e invenções desenvolvidas por jovens e crianças sempre partem da imaginação e da inteligência. Mas se concretizam apenas com muita perseverança e determinação.
São histórias de meninos e meninas que, gostando de ciência, acreditaram em si mesmos e acabaram fazendo coisas extraordinárias. E não pense que foi fácil.
Serviço:
- Livro ''A Menina Que Batizou Um Planeta e Outras Histórias Extraordinárias de Jovens Cientistas'', de Marc McCutcheon com ilustrações de Jon Cannell. Editora Cosac Naify, tradução de Clara Lacerda, 80 páginas, R$ 26,00.


