Pedra e mais pedras. Pequenas, médias e grandes. Nas mãos, nos bolsos, nos ombros, na cabeça. Pedras por todos os lados.
Imagine um lugar onde carregar pedras seja um hábito constante. Uma cidade onde as crianças, desde o nascimento, são induzidas a carregar pedras pelo resto da vida.
Um lugar onde todos saem de casa com uma pedra nos ombros. Uma cidade em que todos chegam em casa com uma pedra nas costas. Seja por hábito, obrigação, costume, regra, lei, mania, herança ou destino.
Essa cidade simbólica foi criada pela escritora Sandra Branco no livro ''A Cidades dos Carregadores de Pedras'', publicado pela editora Cortez com ilustrações de Elma.
A obra infantil traz a história de Pedrinho, um garoto que decide questionar o motivo que leva todos os habitantes da cidade a carregarem eternamente pedras. Ele percebe que pode ficar mais leve sem pedras nos bolsos, nas mãos ou nos ombros.
Para entender por que as pessoas vivem dessa maneira, recorre ao sábio do lugar, o senhor Pedroso. O primeiro ensinamento do sábio é direto: ''Geralmente as pedras nos são dadas quando nascemos. As pedras são como culpas, medos e tristezas que carregamos. Ficar com elas, ou não, é uma escolha individual. É uma escolha nossa. É uma decisão que cada um deve tomar''.
Após várias conversas com o sábio, Pedrinho decide não carregar mais nenhuma pedra. Nem grande, nem pequena. Decide ficar leve. Também resolve mostrar aos outros habitantes da cidade podem se livrar do árduo fardo de carregar pedras ao longo de toda vida.
''A Cidades dos Carregadores de Pedras'', através da fantasia, toca num ponto sensível da existência: o fato de as pessoas carregarem pesos desnecessários. Em algumas situações, pesos alheios. Hábito, obrigação, costume, regra, lei, herança, mania, etc. Pequenas, médias e grandes. Pedras de todos os tipos e tamanhos.

SERVIÇO

‘‘A Cidade dos
Carregadores de Pedras’’
Autor – Sandra Branco
Ilustração – Elma
Editora – Cortez
Páginas – 32 (capa dura)
Quanto – R$ 32


LANÇAMENTO
Arte
  ‘‘Candinho e o Projeto Guerra e Paz’’, organizado por Sávia Dumont, conta a trajetória do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903 -1962) com destaque para sua obra ‘‘Guerra e Paz’’. Trata-se de um mural pintado por ele, na década de 50, na sede da ONU em Nova York a pedido do governo brasileiro. As ilustrações do livro são reproduções de bordados, inspirados nas imagens do mural, realizados pelas irmãs bordadeiras Ângela, Antônia, Marilu, Martha e Sávia.
* Editora Companhia das Letrinhas, 48 páginas, R$ 32,50.

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