LEITURINHA - A grande bagunça
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Marcos Losnak<br>Especial para a Folha2 
A história é simples. Os irmãos Judy e Peter estão sozinhos em casa. Os pais saíram com a mais clássica das recomendações: sem bagunça.
Em suas brincadeiras, Judy e Peter encontram inesperadamente um desconhecido jogo de tabuleiro. Um jogo simples chamado Jumanji, com peões, dados e casas numa trilha de floresta.
Tudo que parecia simples vai para o espaço quando os dois começam a jogar. Após arremessar os dados e andar pelas casas, uma coleção de perigos da floresta se materializa em carne e osso.
Um bando de macacos invade a cozinha, rinocerontes avançam pelo quarto, serpentes se enroscam pelos móveis, leões aparecem pela sala. O jogo torna-se real.
Toda essa aventura acontece em "Jumanji", obra infantil do ilustrador norte-americano Chris Van Allsburg que acaba de ser lançada pela editora Cosac Naify.
O livro (ao lado de outras duas obras do autor como "Zathura" e "O Expresso Polar") tornou-se referência obrigatória em matéria de ilustração a partir da década de 1980. A razão está tanto quanto no apuro técnico como nos ângulos de abordagem das imagens. "Jumanji" ganhou popularidade quando foi transformado em filme, em 1995.
Chris Van Allsburg faz uso da ideia universal de que as crianças, longe dos adultos, são capazes de viverem fantasias mirabolantes. Um mundo onde surpresas, perigos e desafios são elementos básicos.
O grande problema de Judy e Peter não está exatamente nos desafios do jogo ou na imaginação do tamanho da realidade. O problema está em arrumar a bagunça antes dos pais chegarem em casa.
Mas como todos sabem, a grande e boa bagunça não acontece apenas nas almofadas do sofá, no armário da cozinha, na caixa de brinquedos ou nos lençóis da cama. A grande bagunça acontece dentro cabeça, onde tudo pode existir na fantástica e infinita floresta.
Serviço:
"Jumanji"
Autor Chris Van Allsburg
Editora Cosac Naify
Tradução - Érico Assis
Páginas 32 (capa dura)
Quanto R$ 39,90


