Leitura sem ranço
Nelson Sato
De Londrina
Quem, entre os que tinham de 15 a 25 anos no começo da década de 80, não leu o Feliz Ano Velho do Marcelo Paiva? Quantos garotos não foram influenciados pelos escritores da geração beat? Quantos meninos e meninas não descobriram o prazer da poesia depois de mergulhar nos versos de Paulo Leminski, Chacal ou Ana Cristina César? Quanta gente não foi picado pelo vírus da leitura e da pesquisa depois de ser introduzido pelos livrinhos de bolso que traziam na capa o título O Que É?
Pois bem, tudo o que foi citado acima só chegou às mãos dos leitores graças às várias coleções lançadas pela editora Brasiliense, entre elas a Primeiro Passos, a Cantadas Literárias, a Encanto Radical e a Circo de Letras. Agora, quase uma década depois de paralisar suas atividades fulminada pelo famigerado Plano Collor e pela morte do editor Caio Graco Prado em 92 a Brasilense volta a agitar o mercado editorial retomando suas coleções dirigidas ao público jovem.
Os dois primeiros títulos foram lançados este mês: O que é Graffiti, de Celso Gitahy; pela coleção Primeiros Passos; e Perscrutando o Papaia, de Rita Moreira, pela coleção Cantadas Literárias. O primeiro conta a história do graffiti, aborda as diferenças entre graffiti e pichação e fala de sua importância como forma intensiva de comunicação. O segundo volume é de poesia. Mas são apenas os títulos iniciais da retomada. Vem muitas novidades por aí.A editora Brasiliense volta a agitar o mercado com coleções dirigidas ao público jovem
ReproduçãoO que é Graffiti: livro retoma a coleção de bolso Primeiros Passos, e Perscrutado o Papaia, de Rita Moreira, integra a série Cantatas Literárias





