Floresta queimada para o plantio de café, década de 1940
Floresta queimada para o plantio de café, década de 1940 | Foto: Carlos Kraemer/Museu Histórico de Londrina



A história de Londrina está documentada em dezenas de livros com visões diversas e diferentes abordagens. Em seu novo livro, "A Vitória do Trabalho", o jornalista e escritor londrinense José Antonio Pedriali oferece uma história da cidade a partir das atividades agrícolas e das ações do homem do campo.
A obra narra a história de Londrina e do Norte do Paraná a partir de fontes da historiografia oficial e depoimentos de pioneiros. Tudo começa com o projeto e colonização da Companhia de Terras Norte do Paraná e a chegada dos primeiros imigrantes. Décadas depois acontece a transição do império do café para o império do agronegócio da soja.
Lançado em comemoração aos 50 anos do Sindicato Rural Patronal de Londrina, a obra segue um recorte histórico onde o pioneirismo aparece regido pelo trabalho, pela dificuldade, pela determinação, pelo esforço, pela cooperação e, principalmente, pela abnegação. Por uma questão de coerência, as contradições intrínsecas a qualquer atividade humana são preteridas.
De caráter institucional, "A Vitória do Trabalho" realiza um passeio iconográfico pela época da colonização da região. Fotos do acervo do Museu Histórico de Londrina participam da narrativa como elementos de uma realidade, mesmo fazendo parte de um recorte histórico.

Imagem ilustrativa da imagem LEITURA - História da terra
| Foto: Reprodução



Serviço:
"A Vitória do Trabalho"
Autor – José Antonio Pedriali
Páginas – 188 (capa dura)
Quanto – R$ 40

[left]FRAGMENTO

O pior flagelo, principalmente nos primeiros tempos, são os insetos. Os borrachudos deixavam uma coceira insuportável após a picada, e muitas vezes atacavam às centenas. As abelhas arapuã não ferroam, podem ser extremamente desagradáveis quando nos circulam em grandes bandos e tentam entrar em nossos olhos, bocas e ouvidos. Na hora de comer, é uma façanha levar uma garfada à boca sem mastigar uma porção de bichos incômodos, que deixam um sabor ruim. Os carrapatos também incomodam, principalmente o minúsculo micuim. Nos locais onde se fixam, surgem pontos de intensa coceira. Uma praga insuportável são os bichos-de-pé, que se instalam sob a pele dos dedos dos pés e também em outras partes do corpo. Graças a Deus, os pernilongos, que poderiam perturbar nosso sossego noturno, são relativamente raros e predominam junto a cursos de água e brejos.

(Fragmento de "A Vitória do Trabalho", de José Antonio Pedriali)[/left]

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