No caminho de Lisboa para o Porto, duas paradas obrigatórias: Bairrada e Dão. Não é preciso nem saber geografia ou prestar atenção para saber que se chegou à Bairrada. Os letreiros anunciando o prato nacional, ''o leitão assado'', são como faróis para os distraídos.
Na Bairrada, o visitante encontra tintos potentes, meio rústicos, que devem envelhecer para demonstrar suas qualidades e são feitos basicamente com uva Baga. Luís Pato é o grande nome dos vinhos da região. Entre seus vinhos se destaca o Quinta do Ribeirinho. Caves São João, Quinta do Poço do Lobo, Casa de Saime são outros produtores de vinhos que devem ser anotados e experimentados. ''A Caves Aliança também faz vinhos de qualidade e que não custam muito caro'', avisa Galvão.
A Bairrrada também produz vinhos brancos e espumantes que costumam acompanhar o leitão assado. A bela cidade de Viseu serve como referência geográfica do Dão. Os tintos predominam nessa região montanhosa, com vinhedos esparsos, normalmente de pequenos produtores, que são perto de 20 mil.
Há alguns anos, um quadro nada animador, pois a produção era controlada pelas cooperativas, o que gerou uma padronização nada interessante. Agora, as coisas estão mudando.
A Sogrape controla uma vinícola moderna - Quinta dos Carvalhais -, que faz vinhos variados e de alta classe. Outros produtores criativos despontam em Dão, como Quinta dos Roques, Quinta dos Saes, Quinta da Pellada e Quinta dos Maias. Também os produtores tradicionais, como Porta dos Cavaleiros, Conde de Santar e Meia Encosta, fazem bons vinhos.

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