O polêmico Nelson Leirner vence
o prêmio de artes plásticas. Tunga e
Waltercio Caldas dividem o segundo lugar

Da Redação

Acaba de ser divulgada, em São Paulo, a lista de vencedores do 2º Prêmio Johnnie Walker de Artes Plásticas 1998. O primeiro colocado foi o paulista Nelson Leirner, autor de várias obras polêmicas, como ‘‘Trabalhos Feitos em uma Cadeira de Balanço Vendo Televisão’’, apreendida e censurada pelo Juizado de Menores este ano. A apreensão gerou protestos de artistas nacionais e estrangeiros e instituições de artes do País.
Nelson Leirner iniciou sua carreira em 1955 e foi destaque nas artes plásticas na década de 60. Em 1967, ganhou o Grande Prêmio da Bienal de Tóquio e o Prêmio Itamaraty da Bienal de São Paulo. Nos anos 80, fez do humor, da ironia e da sutil violência suas principais características, mostradas através do trabalho a partir do múltiplo e da apropriação.
Também foram escolhidos entre os 17 indicados ao prêmio o carioca Waltercio Caldas e o pernambucano Tunga, que dividiram o prêmio de segundo lugar. A seleção ficou a cargo dos críticos de arte Agnaldo Farias, Alberto Tassinari, Paulo Sérgio Duarte, Sônia Salzstein e Tadeu Chiarelli.
O Prêmio Johnnie Walker tem como objetivo premiar os artistas que mais contribuíram para o pensamento plástico brasileiro recente, reunindo assim talentos de grande expressão na arte contemporânea. O evento foi coordenado pelo professor Charles Watson, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, instituição que desenvolve projetos para alavancar a arte contemporânea brasileira.
Realizado também em outros quatro países (Colômbia, Chile, México e Peru), o Prêmio Johnnie Walker vai reunir em uma exposição coletiva na Colômbia, em março de 1999, os vencedores de todos os países participantes.

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