Rio de Janeiro - Foi um sucesso o primeiro dia de leilão das obras de arte da família de Carmen Mayrink Veiga - nome maior da alta sociedade carioca -, realizado na terça-feira, no Rio, pelos escritórios de Soraia Cals e Evandro Carneiro.
Um único comprador arrematou, por R$ 480 mil, as mais de cem peças de um aparelho de jantar em porcelana japonesa Imari, do século 16, que tinha lance inicial de R$ 180 mil. Foi a compra mais cara da noite.
Os quadros de Milton Dacosta, cuja obra Carmen sempre adorou colecionar, foram os mais disputados. Somente 3 dos 11 quadros do pintor incluídos no leilão renderam R$ 750 mil.
O belíssimo retrato de Carmen pintado por Portinari, a peça preferida dela e também a estrela da noite - com lance inicial de R$ 350 mil -, não foi arrematado, assim como uma aquarela de Lasar Segall (no mínimo R$ 45 mil).
Os Mayrink Veiga estão se desfazendo das obras (telas, porcelanas e objetos) porque precisam pagar dívidas acumuladas depois que os negócios da família quebraram. Algumas estão penhoradas por conta de débitos com o antigo Banco Nacional e só puderam ser leiloadas porque a Justiça assim autorizou.

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