Leila leva alunos ao Curaçao
Simone Mattos

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Quem entrar no Café Curaçao a partir desta quarta-feira, certamente irá estranhar a decoração. Placas de alumínio suspensas por cabos de aço estão entre as mesas e peças de cerâmica foram fixadas nas paredes como se fossem quadros. As instalações fazem parte da exposição coletiva dos alunos da escola de Artes Leila Pugnaloni.
Eles explicam que a proposta é criar uma interação direta entre a arquitetura e os frequentadores do bar. O fato da mostra estar sendo apresentada num espaço alternativo é encarada pelo grupo como um desafio. O objetivo foi proporcionar a sensação do espectador ser deslocado do ambiente que está acostumado a ver e frequentar.
‘‘Esta obra foi criada a partir de uma pesquisa feita no próprio espaço. Foi um projeto desenvolvido especialmente para o Curaçao’’, explica um dos 12 artistas envolvidos na exposição, Daniel Rosales.
A mostra foi assinada ainda por Célia Bruchert, Denise Gomes de Aviz, Deise Maciel, Elisa Maruyama, Karina Marques, Mara Paludo, Marcos Zandoná, Mariester Malvezzi, Marly Willer e Rommer Stela, além de Leila Pugnaloni.

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Leila Pugnaloni (segurando a ilustração) com os alunos que farão a exposição no Curaçao. No alto, peças em cerâmica de Marly WillerOs artistas contam que a escolha do alumínio aconteceu por ele ser um material neutro, frio e moderno. ‘‘Outro material mais convencional não iria aparecer no bar por causa das cores, espaço e arquitetura’’, explica Karina.
As cerâmicas aparecem como contraste à esta proposta do alumínio e as obras aproveitam os tijolos expostos do bar e as cores quentes. A arquitetura do casarão centenário também ajuda no resultado final.
O movimento das pessoas dentro do bar e o reflexo das cores do local irão proporcionar a interatividade do público com a exposição. ‘‘As placas de alumínio presas no teto muitas vezes estarão ao alcance das pessoas, tornando-se provocativas e irresistíveis ao toque’’, explicou Deise. ‘‘A idéia é que o público deixe suas marcas, que farão parte do trabalho’’, avisou.
Serviço: A exposição estará aberta de segunda à sábado, a partir das 18 horas, na Rua Senador Xavier da Silva, 210, fone (041) 224-6086.

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