Josoé de CarvalhoLeila Pinheiro: novo disco sai depois da Copa e pode trazer surpresas com as parcerias inusitadasDepois da maratona, o descanso. E é isso que a cantora Leila Pinheiro veio fazer em Londrina, mais especificamente numa bela fazenda de propriedade de uma amiga. ‘‘Aqui perdi até o trauma de andar a cavalo’’- brinca ela. E motivo para o bom humor não falta: encerrou, no final de novembro, a turnê de seu mais novo show - ‘‘Catavento e Girassol’’, nome do oitavo disco - que arrebatou crítica e público em suas mais de 200 apresentações Brasil afora e até mesmo no exterior.
A cantora não tem do que reclamar e não é de agora. Desde que apareceu cantando ‘‘Verde’’, no Festival dos Festivals, em 86, vem ganhando cada vez mais prestígio e ocupando um espaço muito particular na MPB. ‘‘Cada vez mais seguro as rédeas do meu trabalho que é baseado na emoção, qualidade, cuidado e inteligência’’ - diz ela.
Josoé de Carvalho‘‘Sou porta-voz de anseios, preocupações, tristezas para o mundo’’
Leila já imprimiu seu nome, inclusive em alguns países - ela recebe direitos autorais como intérprete, por exemplo, da Alemanha e Suécia. Isso se deve em parte ao fato de ser a única cantora de sua geração a bater cabeça à Bossa Nova, em duas oportunidades - no ‘‘Bênção Bossa Nova’’ (91) e ‘‘Isso é Bossa Nova’’ (92). Ganhou até o título de a nova musa do movimento que ela, de certa forma, rejeitou.
Novidades? Sim, no próximo disco - a ser lançado depois da Copa do Mundo - ela pretende promover um festival de infidelidades. Ou seja, vai reunir compositores que até então nunca tinham pensando em fazer algo junto. Da leva, Caetano pode se unir a Ivan Lins, Eduardo Gudin com Paulinho da Viola, além de trazer à tona obras de compositores nordestinos. ‘‘As Editoras vão ficar putas’’- brinca. A seguir, os principais trechos da entrevista que a cantora concedeu com exclusividade à Folha2
Saiu de Belém, chegou ao Rio de Janeiro em 81, se projetou num Festival de Música, gravou o primeiro disco em 86, ‘‘ressuscitou’’ a Bossa Nova, ganhou prestígio nacional e hoje ocupa um metro quadrado próprio na MPB. Essa é sua vida artística, resumidamente?

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