Galápagos - O Parque Nacional de Galápagos está submetido a uma lei específica, incluída na Constituição do Equador. Para garantir que Galápagos continue como é hoje, o número de turistas é limitado a 120 mil por ano. E o tempo de permanência, a 90 dias, mesmo para os equatorianos. No ano passado, o número de visitantes bateu em 92 mil. Portanto, já se prevê que, daqui a dois anos, pode até haver lista de espera para entrar nas ilhas. Isso se o governo não ceder à tentação de amenizar as restrições.
Outra preocupação é com o controle da população. Apenas quatro ilhas são habitadas e o número de moradores não passa de 24 mil. O desafio é evitar que a boa maré do turismo atraia equatorianos do continente.
Para os turistas, todas essas exigências só valorizam o roteiro e reforçam a sensação de exclusividade. Afinal, é possível desfrutar dos prazeres de praias sempre vazias e imaculadamente limpas e contar com o acompanhamento quase personalizado dos guias naturalistas. As regras, é verdade, são rígidas. Pegar uma concha para levar de souvenir é quase uma heresia. Mas a vigilância, no geral, não é ostensiva e nem dá ao turista a sensação de patrulha ecológica. ''Eles têm um sentido de orgulho de suas coisas'', diz a irlandesa Hellen O'Sullivan, de 60 anos. (M.A.D.)

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