Diferente do sistema de cotas, os alunos indígenas do Paraná desde 2004 estão sendo beneficiados por uma lei estadual que determina reserva de vagas para eles. A lei estadual 14.995, de 2006, que substitui a anterior, ampliou de três para seis o número de vagas que as universidades estaduais paranaenses devem disponibilizar para os alunos provenientes de comunidades indígenas. Os candidatos indígenas passam por prova específica e têm que atingir uma pontuação mínima para sua aprovação. Este ano, o vestibular indígena será realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), congregando diversas comunidades de origem indígena.
Conforme informações da diretora de apoio à ação pedagógica, Silvana Drumond Monteiro, atualmente na UEL 15 alunos indígenas estão estudando nos seguintes cursos: Medicina Veterinária, Medicina, Ciências Sociais, Odontologia, Enfermagem, Pedagogia, Serviço Social, Secretariado Executivo, Direito, Educação Física e Agronomia. Ela também integra a Comissão Universidade para Índios (CUIA), de âmbito local, presidida pelo professor do Departamento de Ciências Sociais, Luiz Antonio Norder.
Segundo Silvana, todos os alunos indígenas recebem uma bolsa de R$ 350,00 da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Apesar do apoio financeiro e de assistência que a Funai oferece, como computadores e monitores que auxiliam na parte pedagógica, Silvana relatou que eles enfrentam dificuldades para permanecerem no curso. ''Há a questão cultural. Eles vêm com outros valores, outra língua e sofrem por terem que ficar longe da sua família. O deslocamento também é outro empecilho e o ideal seria que tivéssemos em Londrina a Casa do Estudante Indígena, com tem em Maringá, e que é mantida por uma ONG'', afirmou Silvana.(A.P.N.)

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