Legado imortal
O Dicionário Cravo Albin da Música Popular brasileira atribui a Jovelina Pérola Negra a alcunha de "herdeira musical de Clementina de Jesus", comparando-a, nesse campo, a nomes como Aniceto do Império, Deni de Lima, Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. O nome de registro é Jovelina Faria Belfort, nascida no distrito de Miguel Couto, no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em 21 de julho de 1944.
Jovelina morou no bairro da Pechincha e em Pavuna, subúrbios do Rio de Janeiro, onde trabalhou como empregada doméstica, lavadeira e vendedora de linguiça, mas a homenageada do Samba Londrina tornou-se nacionalmente conhecida foi como Jovelina Pérola Negra, a "Dama do Partido Alto".
A cantora, que se destacava por sua voz forte e marcante, deixou como legado sucessos como "Luz do Repente", "O Dia se Zangou" e "Menina Você Bebeu". Deixou também sucessos como compositora talentosa, como "É isso que eu Mereço", em parceria do Zeca Sereno; "Bagaço da Laranja", em parceria com Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho e "Água de cachoeira", parceria com Labre e Carlito Cavalcante, que foi regravada por Maria Bethânia no CD "Pirata" (2006). Faleceu em novembro de 1998, vítima de um enfarte que entristeceu o mundo do samba e da música popular. (M.R.)





