Leandro reage bem a tratamento
LEANDRO REAGE BEM A TRATAMENTO
Cantor submete-se à quimioterapia e já apresenta melhoras visíveis
Agência Folha
ReproduçãoLeandro: tratamento tem apresentado bons resultadosAinda é muito cedo para comemorar. Mas é momento de dizermos que a primeira etapa da quimioterapia foi um sucesso. É como a oncologista-pediátrica Maria Lydia de Andrea, 52, avalia a primeira fase do tratamento quimioterápico de Leandro, 36, da dupla Leandro & Leonardo.
Ela falou com exclusividade à Folha de S.Paulo sobre o estado de saúde do cantor, vítima de um câncer raro conhecido por tumor de Askin. O tumor de Leandro está encostado no mediastino e cresceu dentro da cavidade torácica. A partir do momento em que a oncologista foi chamada para participar do caso, esse tumor ocupava aproximadamente 2/3 da cavidade torácica direita.
Segundo ela, depois da primeira etapa do tratamento quimioterápico, houve uma diminuição significativa do câncer desde o início da quimioterapia. A diminuição foi avaliada, por meio de uma radiografia simples de tórax, em 20%. Mas para Andrea isso é uma avaliação grosseira. Para verificar realmente o quanto esse tumor diminuiu, os médicos precisariam realizar outros exames que mostrassem de forma mais exata do que a constatada no exame de raios X. Não há sentido em realizar exames como tomografia ou ressonância magnética neste momento. O importante é saber que o tumor é quimiossensível, ou seja, responde à quimioterapia. É nítido que já houve uma resposta. Outra coisa importante que ela observa é que a resposta não pode ser avaliada só pelo tamanho do tumor, já que muitas vezes o câncer não diminui tanto, mas muda as suas características. Ele se torna destruído pela quimioterapia e pode, eventualmente, manter um tamanho grande, mas ter dentro de si células que não se multiplicam mais. Pelo exame de raios X, a gente tem indícios de que o tumor não é mais homogêneo. Ele tem áreas liquefeitas dentro dele. Esses são os sinais que estão nos deixando bastante satisfeitos. É muito cedo ainda para avaliar, mas há sinais que indicam que Leandro está respondendo à quimioterapia, afirma.
Além do tamanho do tumor, existem dados clínicos de uma melhora, de acordo com Andrea. Leandro tinha muito mais falta de ar quando começou o tratamento. Hoje ele está com o pulmão expandindo muito melhor, mostrando que houve uma diminuição da área ocupada pelo tumor. Ele também tinha a fossa supraclavicular - conhecida popularmente por saboneteira- visivelmente estufada. Hoje ela está normal, pois houve uma descompressão da caixa torácica.
O cantor ainda sofria de um inchaço no pescoço, chamado de síndrome de cava superior. A veia cava (que deságua o sangue venoso da cabeça) estava comprimida. Segundo Andrea, esses sinais desapareceram e indicam que houve diminuição do tumor.





