Leandro Hassum é protagonista do filme brasileiro que fazendo sucesso também na Europa
Leandro Hassum é protagonista do filme brasileiro que fazendo sucesso também na Europa | Foto: Netxflix Divulgação

São Paulo - Chega o Natal, e já virou clichê a frase: "Caramba, eu não vi o ano passar". O roteirista Paulo Cursino resolveu dar um sentido literal para a expressão: O que aconteceria com um homem que de fato não se lembrasse de nada do que ocorreu ao longo dos meses, e vivesse eternamente na véspera da celebração, saltando de um Natal para o outro, ano após ano?

É essa a história de Jorge, o protagonista vivido por Leandro Hassum, 47, em "Tudo Bem no Natal que Vem", primeira produção de Natal da Netflix no Brasil que acaba de estrear.O longa repete a parceria de sucesso dos cinemas de Hassum, Cursino e o diretor Roberto Santucci, que fizeram juntos os três filmes "Até que a Sorte nos Separe", e os dois "O Candidato Honesto".

A cada ano, Jorge precisa lidar com as transformações em sua vida e na de sua família - muitas das quais decorrentes de atitudes suas, mas que ele não faz a menor ideia. Em princípio, o rabugento personagem não gosta do Natal, data em que também comemora o aniversário.

Na visão dele, é tudo sempre a mesma coisa: trânsito, correria e estresse. São iguais até mesmo alguns dos diálogos e piadas em família, como a do doce de pavê. "É para ver ou para comer?", diz um tio da sua mulher. Com o tempo, porém, algumas mudanças são drásticas e o humor cede espaço ao drama do terceiro ato para o fim do longa.

Cursino destaca que as outras produções do trio já tinham um pouco dessa intenção de emocionar. "É muito legal as pessoas irem ver uma comédia e, no final, ser surpreendido por uma mensagem importante, uma coisa positiva, que toque o coração mesmo", afirma o roteirista.

Em "Tudo Bem no Natal que Vem" isso se acentua. Tanto que eles tiveram dúvidas se deveriam seguir no dramalhão. Persistiram e agradecem à Netflix por bancar o desafio. "Porque é uma comédia, mas não tem piada no terceiro ato", ressalta Santucci.

As gravações do filme se encerraram em dezembro de 2019, meses antes da pandemia do novo coronavírus. Para o ator, a arte tem sido fundamental e atuado como "um remédio para tratar a alma" neste ano tão atípico.

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