LAZER em números
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de março de 2007
Liliana Onozato<br>Reportagem Local 
Os dias passam corridos, distribuídos entre família, casa, cursos e trabalho. Como bem ilustrou Dorival Caymmi na canção Sábado em Copacabana: Depois de trabalhar toda a semana, meu sábado não vou desperdiçar. Já fiz o meu programa pra esta noite e sei por onde começar. Para a gritante maioria, o fim de semana é o período ideal para repor as energias, se distrair e romper com a rotina.
A pedido da FOLHA, a Ímpar Inteligência de Marketing em parceria com a Inbrape Pesquisas fez o mapeamento dos hábitos de lazer dos londrinenses, cujo resultado se pautou nas 402 entrevistas pessoais realizadas na região central da cidade.
De acordo com Cláudio Luiz Chiusoli, diretor das empresas, foram escolhidos pontos da cidade onde há maior fluxo populacional. São vários corredores de pessoas, o que privilegiando um volume grande das mais diversas camadas sociais. E esse número é expressivo para representar uma pesquisa qualitativa, apontou. A coleta de dados foi feita em cinco pontos de Londrina, sendo eles, dois pontos no Calçadão; Terminal Urbano; imediações do Shopping Royal Plaza e Avenida Hieginópolis. Chiusoli revela que este conceito de pesquisa tem sido bastante utilizado por alguns veículos de comunicação. É uma sondagem pública para valorizar mais determinadas matérias e levar outras informações ao leitor, disse.
Segundo aponta o perfil da amostra, baseado nos critérios do IBGE, entre as pessoas abordadas, 50,4% são do sexo feminino e 45,5% apresentam idade entre 26 a 45 anos.
Com respeito à principal atividade de lazer que os londrinenses costumam realizar no final de semana, os resultados foram bastante diversos, segundo a faixa etária e o sexo. De maneira geral, o tipo de lazer tem a ver com a questão demográfica. Por exemplo, o pessoal mais velho trabalha a semana toda, e quando chega final de semana quer ficar em casa. Os jovens já têm comportamento distinto, comentou o diretor. A conclusão pontuou que as pessoas com idade superior a 45 anos optam prioritariamente por ficar em casa (23,8%), deixando para segundo plano a pescaria (11,3%) e, como terceira opção, ir aos shoppings (10%). Atividades como praticar esportes, navegar na internet, conversar com os amigos e namorar não foram citadas pelas pessoas dessa faixa.
Despontando na preferência dos jovens até 25 anos e adultos de 26 a 45 anos , os bares são a primeira opção de lazer, apresentando 21,6% e 17%, respectivamente.
A pesquisa também apontou o tipo de lazer que a população sente falta. No geral, 48,5% das pessoas revelam que não falta nada. Os mais velhos reclamam que faltam parques e bosques. Talvez seja o caso de os órgãos competentes divulgarem mais o que já existe, como o Parque Arthur Thomas, alegou Chiusoli. Se a maioria dos entrevistados está satisfeita com o que a cidade apresenta, a falta de parques e bosques é a primeira reclamação, com 16,5%. Na seqüência, área de esportes (6,4%), e eventos como shows, teatros, etc (4,5%).


