DivulgaçãoVista do pátio interno da Grande Mesquita de Meca, capital espiritual do reino sauditoA Arábia Saudita, o Estado muçulmano do Golfo Pérsico mais conhecido pelo seu ouro negro - o petróleo -, quer que os turistas visitem seus desertos, praias e montanhas, fazendo o chamado ‘‘turismo interno’’.
‘‘O turismo é uma indústria geradora de dinheiro, que devemos utilizar’’, declarou Khalid Rabah al-Harbi, diretor do Departamento de Turismo, na Câmara de Comércio e Indústria de Jeddah. ‘‘Por enquanto estamos só no início dessa estrada.’’ ‘‘Estamos concentrados no turismo interno e no turismo procedente dos países do Golfo, em vista da situação especial dos vistos de entrada no reino’’, esclareceu Harbi, que também é membro da Comissão Nacional de Turismo.
Os árabes do Golfo não precisam de visto para visitar a Arábia Saudita. Outros estrangeiros só podem obter visto por intermédio de uma autoridade saudita. Só raramente podem obtê-lo por intermédio de embaixadas sauditas.
ReproduçãoPercorrer os desertos do Arábia Saúdita é uma das opções turísticas
Segundo peritos da indústria, os ocidentais não serão alvo da nova campanha de turismo deste país onde as mulheres devem se cobrir dos pés à cabeça, e não têm permissão para tomar bebidas alcoólicas, dirigir veículos, jogar. Ademais, as normas islâmicas proíbem a mistura de mulheres e homens solteiros. ‘‘De modo algum eles abririam as portas ao turista comum ocidental’’, ressaltou um perito.
Façanha Abdul-Mohsen al-Hakir, presidente da Comissão Nacional de Turismo, órgão particular, declarou recentemente a jornalistas sauditas que os cidadãos do país gastam no exterior dez vezes mais do que os turistas americanos e 12 vezes mais do que a maioria dos viajantes europeus.
ReproduçãoAs mulheres do país têm que se cobrir dos pés à cabeça e não têm permissão nem para dirigir veículos
De acordo com as estatísticas oficiais mais recentes, diz Herbi, dois milhões de sauditas passaram férias no exterior, em 1995, e gastaram US$ 8 bilhões. ‘‘Se pudermos atrair de 10% a 20% desses turistas para o turismo interno, será uma grande façanha’’, ponderou.
Estão sendo construídas novas instalações turísticas, no país, no valor de US$ 4 milhões, entre as quais se incluem os projetos de duas cidades de entretenimento, e complexos de vilas. As autoridades sauditas explicam que essa indústria incipiente está ampliando as oportunidades de investimentos, citando as comunicações modernas, estradas, praias limpas, locais históricos como Meca e Medina - dois dos lugares mais sagrados do Islã - e as montanhas de Asir, Abha e Taif.
Com seus petrodólares, os sauditas costumam passar férias no exterior, sobretudo na Europa e na Ásia, em média três vezes por ano. As férias de verão, quando os sauditas tentam escapar do terrível calor de seu país, são especialmente apreciadas.

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