'Latinidade' do Plaza de Paris atrai brasileiros
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quarta-feira, 21 de agosto de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Quer uma boa dica para esquecer a crise econômica no Brasil? Vá para Paris e hospede-se no Plaza Athénée. Dentre os ''palácios'' franceses que caracterizam o estilo luxuoso da capital da França, o Plaza é um dos mais procurados pela clientela latino-americana, com maioria de turistas brasileiros.
Localizado no coração da elegância européia, no número 25 da avenida Montaigne, suas portas se abriram ao público em 1911. Fazia parte do desejo do Imperador Napoleão III, que em 1852 designou Georges Haussman para transformar Paris uma pacata cidade medieval em uma moderna e energizante capital que poderia ter reconhecimento internacional.
A partir dos anos 30, viveu toda a ebulição cultural parisiense, hospedando personalidades como Josephine Baker, Rodolfo Valentino, Maurice Chevalier, Grace Kelly, Jackie Kennedy, Gary Cooper, entre outros. Com a chegada do ano 2000, totalmente renovado, o Plaza Athénée passa a combinar seu tradicional estilo clássico aliado a mais moderna tecnologia, preservando seu legendário status.
Em visita à Londrina, o gerente de vendas do Plaza Athénée para o Brasil, Hans Heinz destacou que o ''palácio'' é hoje um dos pontos preferenciais da clientela abastada brasileira. Porque? ''Porque ele é tão elegante quanto os demais hotéis de luxo mas menos formal e mais leve, mais latino'', explica Heinz.
O resultado é que dentre os turistas latinos, que representam entre 12% e 15% do movimento anual do hotel de 188 quartos e suítes, os hóspedes brasileiros somam 7%, ou seja, são maioria. A estratégia, agora, é incentivar os turistas de outros centros fora do eixo Rio-São Paulo.
Além do clima mais ao gosto do público latino, os turistas nacionais também são atraídos pela localização do Plaza. A embaixada brasileira fica a cerca de dois minutos da entrada do Athénée e alguns eventos são realizados em suas dependências. Nem mesmo o preço médio de US$ 700,00 da diária, salgado para os padrões nacionais, assusta os hóspedes, em sua maioria empresários ou executivos de grandes empresas.
Mas com a cotação do dólar nas alturas, já não houve interferência nos negócios do Plaza? ''Já, mas vamos poder avaliar mesmo é agora no mês de setembro'', diz o gerente, completando que é nessa época do ano que o turista brasileiro costuma aterrisar em Paris. Mas o Plaza nem está tão preocupado assim com o sobe e desce da moeda americana. ''Quem tem dinheiro sempre viaja, mesmo que tenha que esperar um pouco mais''.
E, segundo Heinz, o turista verde-amarelo ainda tem um outro diferencial atrativo em relação aos demais. Embora também organize previamente sua viajem, ele se preocupa pouco em estabelecer uma ''logística'' para quando chegar ao seu destino. O resultado é que ''ele dá muito mais trabalho para os hotéis'' e acaba deixando mais dólares nos lugares por onde passa.


