O Festival de Dança de Curitiba terá como base central o balé clássico, embora esteja também voltado ao moderno e o étnico, devido as variadas influências que são determinantes no Paraná. ‘‘Acho que daqui podem sair grandes bailarinos, grandes pessoas criativas’’, aspira Cloris. ‘‘A idéia é propor uma oportunidade aos pequenos bailarinos e aos profissionais que estejam na área’’.
A empresária explicou que as academias poderão inscrever pequenos grupos, com até oito elementos, que receberão aulas dos grupos nacionais residentes. Serão oferecidas ainda oportunidades como bolsas de estudos ou apresentações em palcos nacionais e internacionais aos grupos de dança independentes que têm seu valor reconhecido, mas ainda não deram o pulo do gato.
Estes deverão mostrar suas performances professores nacionais e internacionais nas audições que serão realizadas especialmente para este fim. Para as viagens o evento seguirá os mesmos moldes de apoio de praxe dos intercâmbios internacionais, oferecendo hospedagem e alimentação, e isenção de taxas nos cursos que irão fazer. Hospedagem e alimentação ficarão por conta do País que efetuou o convite, e as passagens por conta do grupo. ‘‘O festival proporciona a oportunidade do elo desse intercâmbio’’, explicou.
Ela afirmou que o concurso não terá estratégia competitiva, preocupando-se mais com as ‘‘possibilidade de aperfeiçoamento. Os grupos profissionais que não conseguirem ou não tiverem requisitos para as escolas internacionais, com certeza terão oportunidades também dentro dos palcos nacionais. É nessa linha que vamos trabalhar’’. Adiantou ainda que diretores de grandes companhias foram convidados para formar uma espécie de Conselho que irá observar o evento como um todo. (Z.C.L.)

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