MPB

Solange Sá
SOLANGE SÁ
Gravadora: Canto Discos
Quanto: R$ 20, em média
Avaliação: bom
  A paulistana Solange Sá diz, no texto para a imprensa, que seu primeiro CD, produzido por ela e Mário Manga, reúne seus lados ‘‘palhaço’’ e ‘‘exageradamente dramático’’. O primeiro está em acanhada minoria, infelizmente, pois ‘‘Ainda com os Nossos Pais (As Solteiras)’’ é bem divertida (‘‘Um cara sensível, que não seja gay/ Será que isso existe? Meu Deus, eu não sei’’). No segundo time, há tropeços em clichês melódicos e poéticos, mas prevalecem boas faixas como ‘‘De Noite na Vila’’ e ‘‘Mal a Ninguém’’. A vinheta ‘‘Eu Vou pra Farra’’, do avô de Solange, é um belo momento.
Por que ouvir: Para identificar uma boa cantora e promissora compositora. (Luiz Fernando Vianna/ Folhapress)


Pop

Good Girl Gone Bad
RIHANNA
Gravadora: Universal
Quanto: R$ 27, em média
Avaliação: bom
  Não é por mera camaradagem que Jay-Z (o homem mais rico do rap, segundo a ‘‘Forbes’’) participa de ‘‘Umbrella’’, faixa que abre o CD da ninfeta Rihanna e que se tornou ‘‘a’’ música do verão norte-americano – e de outras estações mundo afora. Nascida em Barbados, a cantora é a nova aposta do namorado de Beyoncé, responsável pela produção executiva de seu terceiro disco que, é bom que se diga, é infinitamente superior ao álbum de estréia, ‘‘Music of the Sun’’ (2005). A fórmula é a de sempre: um mix de batidas bem-acabadas, criadas para fazer as meninas rebolarem na pista, misturando um suingue latino aqui, uma dance ali, reggaeton, r&b, baladas...
Por que ouvir: Os xiitas vão chiar, mas a moça, além de ser uma graça, tem um voz bonita e está sendo bem orientada (para o bem e para o mal). Se conseguir sobreviver ao ‘‘hype’’, tem grandes chances de ser a ‘‘nova Beyonc钒, o que pode ser ‘‘uó’’ para alguns, mas um pop muito bem-feito para outros.(Adriana Ferreira Silva/Folhapress)


Rock

Zeitgeist
SMASHING PUMPKINS
Gravadora: Warner
Quanto: R$ 32, em média
Avaliação: regular
  Por que Billy Corgan resolveu reerguer o cultuado Smashing Pumpkins se, da banda original, só conseguiu chamar o baterista Jimmy Chamberlin – que ele mesmo havia demitido antes, por seu vício em heroína? Talvez Corgan tenha querido provar que, apesar do talento de James Iha (guitarra) e D’arcy (baixo), ele sempre foi o coração do grupo (coisa que nunca foi contestada, aliás). É pena, porque ‘‘Zeitgeist’’ está tão distante da qualidade dos três primeiros discos da banda quanto essa formação está dos verdadeiros Pumpkins.
Por que ouvir: ‘‘Doomsday Clock’’, ‘‘7 Shades of Black’’ e ‘‘Tarantula’’ mostram que Corgan ainda é capaz de assinar canções poderosas, com riffs marcantes e letras bem construídas; mas poderia simplesmente ter mais um disco solo. (Marco Aurélio Canônico)

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