Um grande Show


Lançado em 2001, o disco Show traz o virtuosismo da cantora Ná Ozzetti, acompanhada por músicos talentosos, e arranjos deliciosos para sambas-canções das décadas de 1940 e 1950. E é essa obra-prima que a Biscoito Fino acaba de relançar. Clássicos como Meu Mundo Caiu (Maysa), Mensagem (Cícero Nunes/Aldo Cabral), João Valentão (Dorival Caymmi), Na Batucada da Vida (Ary Barroso/ Luiz Peixoto) e Último Desejo (Noel Rosa) ganham nova roupagem nos arranjos de Dante Ozzetti e executados por músicos do calibre de Kiko Moura (violão de aço), Fábio Tagliaferri (viola), Caíto Marcondes (percussão), Swami Jr. (violão de 7 cordas) e Dimos Goudaroulis (violoncelo). O álbum inclui ainda a canção Show (Luiz Tatit/ Fábio Tagliaferri), que dá nome ao disco e já havia rendido à cantora o prêmio de Melhor Intérprete no Festival de Música Brasileira da TV Globo em 2000.





Sambas de roda


Um dos mais expressivos compositores baianos atuais (e autor de nada menos que sete canções dos dois últimos álbuns de Maria Bethânia), Roque Ferreira é o homenageado de Clécia Queiroz no CD ''Samba de Roque''. Clécia, que também é dançarina, atriz e pesquisadora da cultura africana, já havia lançado em 1997 o álbum ''Chegar à Bahia''. O disco atual traz 11 canções, sendo 10 inéditas, uma regravação e duas faixas-bônus (um medley de chulas de domínio público e uma composição de dona Dalva Damiana de Freitas). Os sambas de roda incluem vocábulos da tradição afro-baiana, devidamente explicados em um glossário no encarte do CD. Os arranjos de Eduardo Reis, Edu Nascimento e Clécia misturam ao samba ritmos como a chula e o maxixe.




Arnaldo Brandão solo


Terceiro CD solo de Arnaldo Brandão, ''Amnésia Programada'' traz dez faixas, todas assinadas pelo próprio músico e compositor (oito delas em parceira com Tavinho Paes). Brandão se destacou nos anos 1970 e 1980 na co-autoria de sucessos como ''O tempo não pára (com Cazuza)'', ''Rádio Blá'' (com Lobão e Tavinho Paes) e ''Totalmente Demais (com Tavinho Paes, gravada por Caetano Veloso). Para o disco, ele recicla canções como ''Insônia'' (feita para a cantora Marina Lima) e ''O ano do dragão'', do repertório do Hanói, Hanói, um dos vários grupos que integrou no passado.





Instrumental regional e contemporâneo


Em seu primeiro CD, o flautista e saxofonista Walter Pinheiro foi gravar no Rio com Maurício Carrilho, Luciana Rabelo e Celsinho Silva, para depois ir para o estúdio em São Paulo com o Nenê Trio. As diferentes linguagens foram separadas e o resultado é o álbum duplo ''Som na Brasa'' e ''Regional Brasileiro''. O primeiro traz influências de artistas como Hermeto Paschoal e Egberto Gismonti, em um som mais contemporâneo. Já o segundo, além de músicas próprias de Walter, traz composições de Maurício Carrilho, Zeca Freitas, Heraldo do Monte, Zé Barbeiro e Muari Vieira.




A Evolução dos Gurus


''Evolução'' é o nome do terceiro disco da banda Gurus. Guto Dufrayer (vocal e violão), Gui Tettamanti (bateria), B.G. Alex (guitarra e vocais) e Serginho Ferreira (baixo e vocais) cantam por um mundo melhor, em canções como ''Por Você'', ''Tire as mãos de mim'' e ''A hora da partida''. ''A vida é um presente'', canção que abre o CD, tem a participação de Herbert Vianna. João Fera, tecladista dos Paralamas do Sucesso, também participa do disco, e Carlos Maltz, bateirista-fundador dos Engenheiros do Hawaii, é co-autor de quatro das 12 músicas do álbum.

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