Heavy metal

On Parole
MOTORHEAD

Gravadora: EMI
Quanto: R$ 16, em média
Avaliação: regular
  Eis que chega ao Brasil, não sem atraso (foi lançado como CD no exterior em 1997), o primeiro álbum gravado pelos britânicos do Motorhead, liderados pela figuraça Lemmy Kilmister, um dos baixistas mais cultuados do rock. Registrado entre 1975 e 1976, ‘‘On Parole’’ seria arquivado pela gravadora e só seria lançado três anos mais tarde, depois de a banda estabelecer sua reputação com ‘‘Overkill’’ e ‘‘Bomber’’. Aqui, a banda ainda está longe da agressividade que a celebrizaria como a que toca mais alto no já ensurdecedor mundo do metal, mas tem seus bons momentos no velho rock n’roll setentista e quatro versões alternativas somando-se às nove faixas.
Por que ouvir: As clássicas ‘‘Motorhead’’ e ‘‘Leaving Here’’ (mais tarde gravada pelo Pearl Jam) valem o álbum. (Marco Aurélio Canônico/ Folhapress)


Pop

Rossa Nova
ROSSA NOVA


Gravadora: Circuito Musical
Quanto: R$ 18
Avaliação: regular
  Fã da tradicional moda de viola, o jovem trio formado por Juka, Bezão e Xamã segue os ensinamentos de Zé Rodrix (convidado do álbum, na faixa ‘‘Meus Caminhos’’) e grava seus ‘‘rocks rurais’’, ainda que com uma levada muito mais pop, algumas vezes quase resvalando no temível sertanejo romântico de Leonardo, Daniel, Chitãozinho e afins. O disco, homônimo da banda, é irregular, mas tem algumas belas melodias e canções bem resolvidas que podem indicar um bom futuro para o grupo. E, em sintonia com o estilo rural e o atual clima ecologicamente correto, o CD vem com sementes de ipê para serem plantadas.
Por que ouvir: A ótima ‘‘Zé Catabosta’’ é a melhor síntese da idéia de modernizar a música caipira (e com uma boa letra). ‘‘Plantou’’ também se destaca. (Marco Aurélio Canônico/ Folhapress)


Eletrônico

We Are the Night
CHEMICAL BROTHERS


Gravadora: EMI
Quanto: R$ 30
Avaliação: bom
  Hoje a música eletrônica não é mais sinônimo de juventude ou grandes revoluções: é um gênero assimilado, com uma longa história pregressa. Isso dá enorme liberdade aos veteranos do Chemical Brothers, que se aproximam ainda mais de sua real influência: a psicodelia dos anos 60. Em seu sexto álbum, a dupla vai intercalando o passado e o presente da eletrônica; sucessos certos de pistas de dança e ótimas faixas viajandonas.
Por que ouvir: A excepcional ‘‘All Rights Reversed’’ pega a new rave do Klaxons, enquanto a minimalista ‘‘Saturate’’ remete à microhouse do selo alemão Kompakt, e ‘‘The Salmon Dance’’, com letra engraçadinha sobre uma tal de ‘‘dança do salmão’’, é rap das antigas e lembra tanto o próprio Chemical Brothers ‘‘clássico’’ de ‘‘Block Rockin’ Beats’’ quanto Afrika Bambaataa. (Bruno Yutaka Saito/Folhapress)


Trilha sonora

Treze Homens e um
Novo Segredo


DAVID HOLMES
Gravadora: Warner
Quanto: R$ 35
Avaliação: bom
  No cinema, a série de Steven Soderbergh é puro brinquedo de marmanjos: um bando de homens de ternos bem-cortados às voltas com engenhocas e truques mirabolantes. Na música, a idéia é refletir essa atmosfera cool até a medula de refinamento, tarefa que o compositor e DJ irlandês David Holmes desempenha com desenvoltura. Desta vez, a ação é em Las Vegas, mas a sonoridade reúne o puro funk vibrante que lembra a América black dos anos 70, a psicodelia britânica dos anos 60, de sintetizadores Moog (em ‘‘Caravan/Puccio Roelens’’) e grooves diversos, sem em nenhum momento cair numa modernidade retrô forçada. E, influência máxima, Frank Sinatra dá as caras em ‘‘This Town’’.
Por que ouvir: As trilhas da série têm vida própria, frutos do bom garimpador e compositor que é David Holmes. (Bruno Yutaka Saito/ Folhapress)

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