LANÇAMENTOS DE CDs
Pop
A Tribute to Joni Mitchell
VÁRIOS ARTISTAS
Gravadora: Warner
Quanto: R$ 40,00 em média
Avaliação: regular
Autora de dezenas de canções preciosas, num lugar muito pessoal entre o folk, o pop-rock e o jazz, a canadense Joni Mitchell mereceria homenagem mais sólida. É difícil acreditar que alguns desses 12 intérpretes tenham intimidade com a obra da homenageada ou que ao menos tenham tentado se aproximar de seu universo musical. O alternativo Sufjan Stevens introduz Free Man in Paris com bizarros trompetes à Herp Albert. Cantando A Case of You, em falsete, Prince beira a afetação. Dreamland vira samba-de-roda, na estranha versão de Caetano Veloso, que mais parece um tributo ao talking head David Byrne. Já o pianista Brad Mehldau encara o desafio de interpretar Dont Interrupt the Sorrow, em versão instrumental.
Por que ouvir: Pelas aparições dos cantores Cassandra Wilson (For the Roses), K.D. Lang (Help me), Elvis Costello (Edith and the Kingpin) e Bjork (The Boho Dance), que exibem suas conhecidas personalidades musicais sem trair a obra da compositora.(Carlos Calado/ Folhapress)
Pop
Djin Djin
ANGÉLIQUE KIDJO
Gravadora: EMI
Quanto: R$ 33,50, em média
Avaliação: bom
A tradição africana e o pop comercial se encontram no disco mais recente desta cantora de Benin, considerada a heroína do afro-pop, e indicada quatro vezes ao Grammy. Com influências de ritmos africanos, orientais e caribenhos, além de r&b e jazz, o álbum oscila entre o muito bom como na simpática Ae Ae, com levada caribenha, e na afro Djin Djin (com participação de Alicia Keys e Branford Marsalis) e o muito chato Pearls, que tem Carlos Santana e Josh Graham, é um engodo. Outros convidados estelares brilham no CD, como a dupla malinesa Amadou e Mariam (Sen Amou), Peter Gabriel (Salala) e Ziggy Marley (Sedjedo); já Joss Stone só ajuda a tornar ainda mais equivocada a versão feita para Gimme Shelter, dos Rolling Stones.
Por que ouvir: Kidjo não é tão popular por estas bandas e, por esse motivo, o lançamento de seu disco já é um grande mérito. Além disso, Djin Djin tem momentos deliciosos, que fogem da mesmice que marca o mainstream ultimamente. (Adriana Ferreira Silva/ Folhapress)





