LANÇAMENTOS DE CD
Pop
Mil Rosas
ANA PAULA LOPES
Gravadora: Usina Brasil
Quanto: R$ 23, em média
Depois de um primeiro disco (Meu, 2005) com reverências a Tom Jobim e outros mestres da Música Popular Brasileira, a cantora Ana Paula Lopes aposta em Mil Rosas em novos compositores e numa sonoridade mais pop. O resultado é melhor, pois mostra seu amadurecimento como intérprete e a construção de uma voz própria. Na diversidade do repertório, o samba acelerado Gata Lúcida (Giana Viscardi), o blues Mesmo que Tarde (Juliana Kehl) e a balada Teu Mar (Juliana Kehl) estão entre os destaques. Quando se arrisca no samba-funk (Rainha da Laje, de Rodrigo Leão), é que não se sai tão bem.
POR QUE OUVIR: A ousadia na escolha das músicas e nos arranjos indica que Ana Paula Lopes está firmando sua assinatura.
Pop
Sleep Througt the Static
JACK JOHNSON
Gravadora: Universal
Quanto: R$ 34,90
O cantor-surfista surge mais triste do que o habitual neste Sleep Througt the Static. Por falar em dormir como sugere o título, este é um bom CD para isso - lento que só, sem hits animados, mas deve agradar aos fãs de sempre. Vale registrar: o CD é dedicado a Danny Riley, cantor californiano, seguidor de Johnson e primo de sua mulher, que morreu aos 19 anos, durante as gravações, com um raro tipo de câncer no cérebro.
POR QUE OUVIR: Pelas um pouco mais animadas Go On e Sleep Througt the Static que faz protesto contra a guerra e volta ao ritmo misturado de seus hits.
Pop
Meu Nome é João Estrella
JOÃO ESTRELLA
Gravadora: EMI
Quanto: R$ 24
O sucesso estrondoso do filme estrelado por Selton Mello foi o estímulo que faltava para o ex-playboy e ex-traficante João Estrella reunir as composições feitas nos últimos anos em um álbum inédito. Batizado de Meu Nomeé João Estrella, o CD traz 1o canções, sete delas compostas apenas por João. O primeiro single, Madrugada, faz parte da trilha sonora da novela Beleza Pura, da TV Globo. O álbum traz apenas uma regravação, a cover de O Patrão Nosso de Cada Dia, do Secos e Molhados. Embora a maioria das letras compostas sejam pueris (vide Tempo Time), as melodias são um pouco melhores (como em No Parque).
POR QUE OUVIR: O melhor que o álbum oferece é uma cover de Secos e Molhados (O Patrão Nosso de Cada Dia) bem inferior à versão original, e No Parque, um ex-rock inglês sem letra, que virou samba-canção.
Rock
The Bedlam in Goliath
THE MARS VOLTA
Gravadora: Universal
Quanto: R$ 30, em média
Quanto papel não foi gasto (em vão) com louvações ao At the Drive-In e a seu derivado, este Mars Volta, formado pelo californiano Cedric Bixler-Zavala e pelo porto-riquenho Omar Rodriguez-Lopez, célebres pelas cabeleiras black power e pelas apresentações barulhentas e performáticas (o que não os impediu de abandonar o palco certa vez porque o público não parou com as rodas de pogo e o crowdsurfing). Este The Bedlam in Goliath segue a tradição das duas bandas: é muito barulho por nada. De qualquer modo, é justo registrar que o álbum estreou em terceiro lugar na parada da Billboard, vendendo mais de 54 mil cópias na primeira semana -ou seja, há quem goste.
POR QUE NÃO OUVIR: Ruim e caro. Quer conhecer? Vá ao MySpace.
Trilha sonora
My Blueberry Nights
VÁRIOS
Gravadora: EMI
Quanto: R$ 28, em média
Da turma de cineastas que realmente se envolvem na trilha sonora, Wong Kar-wai, em seu mais recente filme (ainda sem data de estréia no Brasil), transpõe seu peculiar universo de seres solitários do Oriente para o Ocidente. As faixas embarcam na viagem pela América empregada pela agora atriz Norah Jones, que também está na faixa The Story. Antes de mais nada, há Ry Cooder, o músico que melhor traduz em sons essa noção mítica de estradas/desertos, compondo material exclusivo, e Cat Power, também no elenco e na trilha, que aparece com The Greatest e Living Proof.
POR QUE OUVIR: Esta trilha tem vida própria, faz sentido sem o filme, e Otis Redding, Ruth Brown e Cassandra Wilson ainda marcam presença neste álbum de clima country/blues.





