Ficção
  ‘‘Festa no Covil’’ , romance de estreia do jornalista mexicano Juan Pablo Villalobos, traz vida de um poderoso chefe do narcotráfico através da ótica de seu filho mimado. Vivendo fora da realidade, isolado num palacete, o garoto entende o mundo violento do pai a partir de informações fragmentárias e nonsenses. Apesar de o autor residir no Brasil, o livro foi publicado com sucesso em outros países antes de ganhar sua edição brasileira.
*Editora Companhia das Letras, tradução de Andreia Moroni, 96 páginas, R$ R$ 29,50.
História
  Em ‘‘Febre no Panamᒒ o pesquisador Matthew Parker narra a história de uma das construções mais ambiciosa do século 19, o Canal do Panamá. Iniciado em 1880, a tão sonhada transição entre os oceanos Atlântico e Pacífico foi concluída em somente 1914. Cavado na base da pá e picareta, a construção levou à morte milhares de operários abatidos por doenças e insalubridade. Os bastidores das disputas políticas e tramóias econômicas merecem um capítulo à parte.
*Editora Record, tradução de Anna Duarte, 602 páginas, R$ 74,90.
Reportagem
  Em ‘‘1922 - A Semana Que Não Terminou’’, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves entra de cabeça no episódio que inaugurou a ideia de arte moderna brasileira. Utilizando linguagem jornalística, o autor retrata episódios históricos e estéticos que coroaram os três dias da lendária Semana de Arte Moderna ocorrida em 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Olhando os fatos 90 anos depois, a obra desfaz alguns mitos e reforça outros.
*Editora Companhia das Letras, 376 páginas, R$ 49,00.
Épico
  O jornalista gaúcho José Antônio Severo recria um século de guerras latino-americanas em dois volumes, ‘‘Rios de Sangue’’ e ‘‘Cinzas do Sul’’. A obra mistura história e ficção para retratar os conflitos armados ocorridos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai de 1767 a 1870. Guerras turbulentas que moldaram a nacionalidade e a cultura de cada país. Personagens reais históricos e figuras imaginadas são colocados na linha das batalhas.
* Editora Record, 462 páginas (volume 1) e 630 (volume 2), R$ R$ 59,90 cada volume.
Romance
  A ascensão e queda do jornalismo das últimas décadas é satirizadas em ‘‘Os Imperfeccionistas’’, romance do inglês Tom Rachman. Narrando a história de um jornal de língua inglesa em Roma, revela a vida íntima dos redatores e editores. Cada capítulo da é formado pela visão de um dos personagens - todos devidamente infelizes com suas vidas, insatisfeitos com o trabalho que exercem. A sensação de fracasso, ironicamente, se associa à falta de perspectiva.
* Editora Record, tradução de Flavia Anderson, 384 páginas, R$ 42,90.

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