LANÇAMENTO DE CDs MPB
Latina
Marina de La Riva
MARINA DE LA RIVA
Gravadora: Mousike
Quanto: R$ 30,00 em média
Avaliação: bom
Filha de mineira com cubano nascida no norte fluminense, Marina de la Riva, pelo que se divulga, resolveu abraçar a profissão de cantora ao ver um show do pianista Bebo Valdés e se reconhecer na música de Cuba. Daí vir majoritariamente da ilha o repertório de seu primeiro CD, também gravado em parte lá com ótimos músicos. Por melhores que sejam suas interpretações de canções de Lecuona, Ernesto Grenet (Drume Negrita) e Silvio Rodríguez, os momentos mais originais são os cruzamentos sutis entre sons brasileiros e caribenhos, como nas ótimas versões de Ta-hí (Pra Você Gostar de Mim) e Sonho Meu e, ainda, no samba à cubana Ojos Malignos, com participação de Chico Buarque. Pode ser esse um ótimo e peculiar caminho para Marina.
Por que ouvir: ela é mais uma revelação, mas não mais uma cantora eclética, já que sua opção é clara e corajosa.(Luiz Fernando Vianna/ Folhapress)
MPB
Lado Z
ZECA BALEIRO
Gravadora: MZA
Quanto: R$ 30,00 em média
Avaliação: bom
Zeca Baleiro é um artista curioso. Irônico, cheio de referências, sem medo de ser infame ou sensível, revelou-se nos últimos anos um dos cantores brasileiros contemporâneos populares que mais encontraram personalidade própria, particular e interessante. Neste seu novo disco, compila sambas, baladas, forrós e breguices tiradas de discos de outros artistas do qual participou (Lobão, Forroçacana, Jards Macalé, Martinho da Vila) e covers (Odair José, João Bosco, Clara Nunes, Sérgio Sampaio, Rolando Boldrin, Waldick Soriano, Tom Zé), todas gravadas entre 1999 e 2005. Apesar da diversidade
das canções e arranjos, o disco tem uma unidade improvável, muito por causa da aparente persona despretensiosa e bem-humorada
de Baleiro.
Por que ouvir: No mínimo, pela impressionante versão com cordas e metais de Menina Jesus, de Tom Zé. (Ronaldo Evangelista/ Folhapress)
Rock
Teletransporte
AUTORAMAS
Gravadora: Mondo 77
Quanto: R$ 16,00 em média
Avaliação: bom
Até este seu quarto disco, o Autoramas era uma banda na linha Ramones, daquelas que parecem sempre tocar a mesma música. Mas, agora, o grupo deixou entrar outras variações em seu rock alucinado de toques de surf music. Muito em parte pela produção de Kassin e Berna Ceppas, Teletransporte remete ao rock graciosamente desengonçado do Acabou la Tequila, ex-banda do primeiro.
Por que ouvir: As faixas que são puro Autoramas (rocks acelerados embalados pelo bom vocal esganiçado e letras doutrinárias de Gabriel Thomaz) já fazem valer o disco. Mas são músicas como Fazer Acontecer (que injeta suingue inédito na banda), Hotel Cervantes (um encontro de Dick Dale com Ennio Morricone), Identificação (baladona), Digoró (surralismo pop de primeira) e as instrumentais Panair do Brasil (com Lafayette) e Guitarrada que dão novo brilho ao Autoramas.(Bruno Yutaka Saito/ Folhapress)
Trilha sonora
Não por Acaso
Ed Côrtes
Gravadora: Lua Music
Quanto: R$ 21,50, em média
Avaliação: regular
Há trilhas sonoras de filmes que valem por si só. Dos gringos, destacam-se as criadas para obras de Quentin Tarantino e Sofia Coppola, por exemplo. Aqui, recentemente houve uma leva de boas trilhas, como a de Baixio das Bestas, feita por Pupilo, O Céu de Suely, de Kassin e Berna Ceppas, ou O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Beto Villares. A de Não por Acaso é daquelas que só fazem sentido acompanhando as imagens ou como música para relaxar.
Por que ouvir: Há belas interpretações das cantoras Céu e Katia B e, definitivamente, Ed Côrtes é um produtor bastante talentoso. Mas falta vida própria às composições, que caem muito bem na telona, mas não inspiram nadinha despregadas das imagens. Assista ao filme. (Adriana Ferreira Silva/Folhapress)





