LANÇAMENTO DE CDs
Pop
A Amarga Sinfonia do Superstar
Superguidis
Gravadora: Senhor F Discos (www.senhorf.com.br)
Quanto: R$ 20, em média
Avaliação: bom
Quarteto gaúcho celebrado no circuito indie de shows e festivais, o Superguidis aparece com o segundo disco, produzido por Philippe Seabra (da Plebe Rude). As músicas da banda giram em torno de guitarras afiadas, que lembram Pavement, Sonic Youth, Pavement, REM riffs agudos, mas com um senso melódico apurado. O maior problema aqui são algumas das letras, recheadas com divagações infantilóides (como Ah se o tempo pudesse se expressar, de Parte Boa). Mas, tratando-se de rock brasileiro, é melhor ouvir algo infantilóide do que cabeçóide...
Por que ouvir:O grupo consegue soar acessível sem cair nos arranjos banais vistos em outras bandas do rock brasileiro. Experimente Mais do que Isso, A Exclamação e Mais um Dia de Cão. (Thiago Ney/Folhapress)
Erudito
Beethoven - Diabelli Variations
Marco Alcantara
Gravadora:Sui Generis
Quanto: R$ 63;
Avaliação: bom
No formato de alta fidelidade SACD (mas funcionando também em aparelhos de CD player), o pianista Marco Alcantara (tendo como instrumento um piano Steinway de Hamburgo) enfrenta as 33 variações que Beethoven compôs, em 1823, sobre uma valsa do editor vienense Anton Diabelli um monumento de concisão e variedade, que sintetiza a história da escrita para piano até então, e, de quebra, prenuncia a música do futuro. Gravado na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, o disco impressiona pela qualidade de áudio.
Por que ouvir: Bem cuidada, a produção inclui também a primeira gravação mundial dos esboços do compositor para a obra e um encarte de 173 páginas, contendo extensa explicação, em português e inglês, sobre a peça.(Irineu Franco Perpetuo/Folhapess)
MPB
Banda de Boca
Banda de Boca
Gravadora:Atração
Quanto: R$ 25, em média;
Avaliação: regular
É incontestável a capacidade que os cinco cantores que integram o conjunto baiano Banda de Boca têm de produzir variados sons sem o uso de instrumentos. Mas também é difícil negar que cansa ouvir tanto dum dum e tchuru tchuru ao longo de 14 faixas. Em seu segundo disco, o grupo interpreta músicas que facilitam arranjos vocais, como Clube da Esquina 2, Chovendo na Roseira, Domingo no Parque e Construção. As composições próprias ficam bem abaixo.
Por que ouvir: a faixa de abertura, Relampiano (Lenine/Moska), cai muito bem na proposta do grupo, que tem claras qualidades. (Luiz Fernando Vianna/Folhapress)
MPB
Alzira E
Alzira E
Gravadora: Duncan
Quanto: R$ 22
Avaliação: bom
Com a carreira marcada por longas e inspiradas parcerias com Itamar Assumpção e Alice Ruiz, a compositora e cantora mato-grossense Alzira Espíndola reaparece com o sobrenome abreviado e um novo parceiro. As 13 canções que ela assina com o poeta Arruda esbanjam leveza musical e consistência poética. A banda enxuta, centrada em violões e baixo, permite que a voz expressiva da cantora sobressaia. O samba-canção Rasgo Fácil, o quase rock Talento, o samba-rap Kitnet (com divertidos vocais de André Abujamra), a guarânia Lugar Algum e o blues Agora Yes brilham logo na primeira audição.
Por que ouvir: Alzira Espíndola merece freqüentar os ouvidos de um público maior há muito tempo. Quem sabe agora... (Carlos Calado/Folhapress)
Reggae
Exodus
Bob Marley
Gravadora: Universal
Quanto: R$ 30, em média
Avaliação: ótimo
Para quem só conhece Marley pelos hits, basta dizer que boa parte do Legend, a coletânea mais famosa do mais famoso reggaeiro da história, está originalmente neste Exodus, o que já dá boa medida do peso do disco. Além da faixa título, há Jamming, Waiting in Vain, Three Little Birds e One Love/People Get Ready, fora Natural Mystic e Turn Your Lights Down Low (mais tarde recriada pela nora do homem, Lauryn Hill). No ano em que completa seu 30º aniversário, o disco é relançado, infelizmente sem extras apetitosos. Mas com Marley, os Wailers e as I Threes a pleno vapor, esse é um detalhe menor.
Por que ouvir: porque é um dos melhores e mais influentes discos da história do reggae. Rebeldia, romantismo e celebração da vida em igual medida. (Marco Aurélio Canônico/Folhapress)





