Soul/rap
Luvanmusiq
Musiq Soulchild
Gravadora: Warner
Quanto: R$ 35, em média
Avaliação: regular

Esse disco até que começa bem, com ‘‘b.u.d.d.y.’’, música com pegada soul e vocal entre o rap e o r&b, na qual o cantor norte-americano Taalib Johnson, o Musiq Soulchid, sintetiza com inspiração suas principais referências. Pena que ele não consegue transcender, e o álbum segue sem grandes emoções, com uma sucessão de letras sobre garotas, amores e outros temas melosos. Tudo é muito certinho e bem produzido, mas falta personalidade a Soulchild, que deixa clara sua vontade de ser um Stevie Wonder, sem, no entanto, ter a criatividade e o talento deste. Melhor seria se apostasse no rap, como em ‘‘Makeyouhappy’’, uma das mais legais do CD.
Por que ouvir: o disco estreou no topo da Billboard, e o cara é considerado uma ‘‘sensação’’. Deve agradar aos fãs de r&b e rap comercial, e é um bom presente para o Dia dos Namorados.(Adriana Ferreira Silva/Folhapress)

Pop
Live in Concert 2006
Barbra Streisand
Gravadora: Sony&BMG
Quanto: R$ 48, em média
Avaliação: regular

Artista feminina mais vendida da história, personagem da era dos grandes espetáculos americanos, cantora cheia de Grammys e atriz cheia de Oscars, Barbra Streisand pode parecer uma artista do passado. Se é verdade, ninguém avisou seus fãs: em 2006 ela fez sua primeira turnê em 12 anos pelos EUA e quebrou recordes de público em todos os lugares por onde passou – e este álbum duplo ao vivo que resultou da turnê já está entre os dez mais vendidos do país. Cantando com orquestra músicas como ‘‘Funny Girl’’ e ‘‘Don’t Rain on My Parade’’ e entre as faixas contando histórias de sua carreira, sua boa voz é acompanhada por arranjos elegantes. Mas, vale dizer, sem surpresas, tudo meio óbvio, com o velho grandioso clima de Broadway.
Por que ouvir: Apesar de meio cafona e soporífero para o ouvinte ocasional, é puro ouro para quem é fã de Barbra ou de musicais e espetáculos americanos. (Ronaldo Evangelista/Folhapress)

MPB
Fortaleza
Fagner
Gravadora: Som Livre
Quanto: R$ 29,90
Avaliação: regular

O cantor cearense faz um retorno aos bons tempos do ‘‘Mucuripe’’, seu primeiro sucesso, gravado em 1971 por Elis Regina. As 12 faixas tentam uma espécie de acerto entre a fase regional dos primórdios de sua carreira com o período pop-brega dos anos 80. Tem forró, canção sertaneja e pop, mas o destaque são os poemas musicados, como ‘‘Rancho das Flores’’, com letra de Vinicius de Moraes sobre melodia de Bach, e ‘‘Maria Luiza’’, do folclorista Câmara Cascudo. O poeta Taiguara surge em ‘‘Maria do Futuro’’, e a conexão com o público mais jovem fica por conta da participação, fraca, de Jorge Vercilo, em ‘‘Fácil de Entender’’.
Por que ouvir: Distante do eixo Bahia-Rio, Fagner ainda é uma voz dissonante na MPB. Suas polêmicas com Caetano, por exemplo, independente de quem tem razão, expõem complexidades regionais por vezes maquiadas pela indústria fonográfica.
(Sylvia Colombo/Folhapress)

Deixamos de publicar a coluna Pilha porque o jornalista Nelson Sato está em férias

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