O cantor gaúcho Armandinho, que esteve em Londrina no final de setembro de 2007, durante o Estúdio Coca-Cola no Empório Guimarães, e na Capital durante o Curitiba Festival 2007 no fim do ano passado, está lançando seu terceiro álbum de estúdio (e quarto da carreira) ''Semente'', pela Universal.
O lançamento ocorre depois de 180 shows por todo o País e de apresentações em Portugal, durante o Festival Sudoeste 2007, em junho, onde Armandinho dividiu a programação com nomes como Manu Chao, Damian Marley, Groove Armada, The Streets, Gilberto Gil e Vanessa da Mata.
Para o gaúcho, a canção ''Semente'', que dá nome ao CD, é na verdade, a sucessora natural de ''Casinha''. ''Exceto por 'Onda do Arraial', uma parceria do ano passado com Dora Vergueiro, as músicas foram compostas antes do 'Ao Vivo'. Acho que o som sinaliza como será meu trabalho daqui para a frente'', explica Armandinho, que mora há cinco anos na Praia Brava, de Itajaí, a 70 quilômetros ao norte de Florianópolis.
Embora assuma o reggae como sua música de cabeceira e adequada ao seu estilo de vida surfista, Armandinho não quer ser rotulado com um cantor do gênero nascido na Jamaica. A reggae music para o compositor é, sobretudo, um dos ritmos que ele, com habilidade pop, casa com a cadência melódica da música popular brasileira para criar canções radiofônicas.
Puxado pelo single homônimo (''Semente, semente, semente, semente/ Se não mente, fale a verdade/ De que árvore você nasceu?''), um reggae surfer com a levada típica e simples do violão de Armandinho e deliciosos órgão Hammond e piano Fender Rhodes, o CD Semente reitera o talento do compositor em traduzir o seu modo de vida em canções up que espalham boas vibrações.
''Onda do Arraial'' e ''A filha'', por exemplo, são influenciadas pelo som do America, um grupo (de soft rock) inglês dos anos 70'', diz. Produzido pelo galês Paul Ralphes (Lulu Santos, Kid Abelha, Cidade Negra), que já havia colaborado no ''Ao vivo'', ''Semente'' revela novas influências também no uso mais forte da percussão em canções suingadas como ''Morena nativa'', que flerta com o ijexá, e ''Menina que me encabrerô'', digna da melhor fase do baiano Pepeu Gomes: ''Acho que o tempo vai fazer você mudar/ Vai refletir, vai respirar/ Acho que vai amadu-recer/ Só o tempo vai dizer/ O quanto tem que ralar/ Pra entender tem que acor-dar/ Tentar refazer, reconstruir/ A vida é mesmo assim/ Tanto pra você quanto pra mim...''.

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