LANÇAMENTO - Quadrinhos coreanos invadem o Brasil
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Depois do mangá japonês, vem aí o manwha coreano. Será que vai pegar no mercado brasileiro? Os manda-chuvas da editora Conrad apostam que sim e acabam de colocar nas prateleiras o primeiro título do gênero: ''Chonchu O Guerreiro Maldito'', de Kim Sung Jae e Kim Byung Jin.
É a série inaugural de uma fornada prevista para chegar aos leitores brevemente e cuja cesta inclui o comentado ''Ragnarok'', manwha que inspirou um dos RPGs on-line mais famosos do mundo. Na Europa, já se fala de uma ''invasão'' dos quadrinhos coreanos. ''Chonchu'', por exemplo, é publicado na Itália, França, Alemanha e Espanha.
No texto de apresentação do volume, o editor Rogério de Campos credita o fenômeno à explosão criativa em curso no país asiático, apontando como referência o filme ''Old Boy'', de Park ChanWook, vencedor do último festival de Cannes. Segundo ele, o governo da Coréia do Sul tem investido milhões de dólares na área de quadrinhos, o que se reflete no fato de haver mais de 150 universidades mantendo cursos de HQs em sua salas.
''Chonchu'' desembarca no Brasil contando uma história recheada de batalhas entre guerreiros medievais. O estilo do desenho é semelhante ao dos artistas japoneses. O personagem que dá nome à série vive o estigma de ter nascido condenado pelo oráculo divino do clãs dos Yemaeks. Pela profecia, ele seria um demônio, que mataria seus pais e conduziria o reino à ruína. Por isso, deveria ser sacrificado após seu nascimento.
O destino, porém, prega uma peça fazendo com que a mulher do rei tenha dois bebês gêmeos. Qual deles seria o filho do diabo? Embora não seja o escolhido, ''Chonchu'' é vítima de uma armação de seu irmão Ulfasso, passando a ser amaldiçoado por todos. Condenado à morte, ''Chonchu'' é salvo pela mãe e enviado para crescer e lutar ao lado da tribo de guerreiros Mirmidões. Após vencer os sangrentos combates, ele retorna à família mas enfrenta o ódio do irmão, que contrata caçadores de recompensas para matá-lo.
Nascida originalmente no webzine Hacking, em março de 2000, a série passou a ser publicada um ano depois na revista quinzenal Booking. Na versão brasileira, terá periodicidade mensal. A edição de estréia tem 176 páginas em preto-e-branco. O formato é o mesmo dos mangás publicados pela Conrad. Diferentemente daqueles, porém, deve ser lido como uma publicação ocidental, ou seja, da esquerda para a direita. Nas bancas a R$ 9,90.


