Quando a onda das discotecas começou a dar sinais de cansaço, vários grupos ensaiaram uma reação do rock nacional escrevendo letras ingênuas, usando roupas coloridas e apostando em um instrumental duvidoso para atingir a mídia no início dos anos 80. Em contrapartida, nos porões já se agitavam as primeiras bandas punk, que mergulharam por vias alternativas e conquistaram público próprio.
Nessa leva estavam As Mercenárias, Cólera, Olho Seco, Ira! e os Inocentes, banda que permanece na estrada após 18 anos e mostra fôlego novo com ‘‘Embalado a Vácuo’’, CD que deve chegar às lojas no começo de abril. Para os antigos fãs, o disco - que sairá pela Abril Music - traz surpresas. A pancadaria foi substituída por arranjos mais elaborados, mas o conteúdo das letras segue a linha de antigos trabalhos.
‘‘Embalado a Vácuo’’ traz três novidades: um blues, uma música eletrônica e uma faixa bônus com duas inéditas compostas por Clemente em 1985. De olho no lançamento, a Folha Jovem conversou com o vocalista/guitarrista Clemente e o baterista Nonô.
O que mudou no ‘‘Embalado a Vácuo’’ em comparação a ‘‘Ruas’’, de 1996?ReproduçãoAnselmo, Clemente, Nonô e Ronaldo, na capa do novo CD: disco traz duas demos compostas em 85Ranulfo Pedreiro

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