Os profissionais da propaganda, os estudantes da área e os curiosos em geral acabam de ganhar um abrangente painel sobre esse segmento da comunicação. O livro ''História e Histórias da Propaganda no Paraná'', de autoria de Ney Alves de Souza, faz um levantamento pioneiro dos episódios, personagens, agências e meios de comunicação que marcaram os 147 anos de mercado publicitário no Estado.
O livro será lançado hoje na Bom Livro Megastore, do Catuaí Shopping, em Londrina. A sessão de autógrafos começa às 18h30. A idéia da publicação partiu do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Paraná (Sinapro), que convidou Ney para pesquisar e redigir o material. A escolha do autor foi automática, afinal o publicitário é reconhecidamente o dono do maior arquivo pessoal de material ligado ao metiê.
A maioria das informações apresentadas no volume saiu de seu acervo uma vasta coleção de revistas, livros, fotografias, anúncios, comerciais, jingles, correspondências, recortes e releases. Outro tanto foi garimpado em bibliotecas. ''Fiz ainda 54 entrevistas com profissionais veteranos. Pesquisei tudo praticamente sozinho, com a ajuda de uma equipe de estagiários que digitou os textos'' conta ele.
A obra de 368 páginas reúne casos, histórias, curiosidades, homenagens, anúncios, slogans, frases, premiações e outros registros. Traz 600 ilustrações mostrando desde a publicação de anúncios de textos, mesclados com informações sobre venda de escravos no jornal ''O Dezenove de Dezembro'', em 1º de abril de 1854. O projeto visual do volume é do designer gráfico Oswaldo Miranda, o Miran, famoso por editar a revista Gráfica.
Londrina aparece no livro logo nas primeiras páginas, quando o autor destaca a fundação da Folha de Londrina, em 1948. A revista Panorama, lançada em junho de 1951, também é lembrada através de um registro pitoresco: a publicação de uma advertência inédita na época proibindo ''anúncios de bebidas alcoólicas, artigos para fumantes, armas e munições e similares''. Mereceram espaço ainda a rádio Paiquerê e as agências de publicidade.
Organizado cronologicamente, o livro é pontuado por histórias mais detalhadas sobre algumas agências intercaladas com ''Registros da Década'', pequenas notas identificadas no tempo pela data de publicação da informação, nem sempre a mesma do ocorrido. O capítulo ''Anúncios'' oferece reproduções de peças antigas, peças curiosas, peças de humor, classificados, anúncios de agências, campanhas, anúncios institucionais e anúncios premiados.
Segundo Ney, este é o capítulo de maior apelo junto ao público não-especializado. ''As pessoas gostam de ver anúncios antigos'' observa. Antes de mergulhar na pesquisa para a obra, ele já havia escrito um capítulo sobre a história da propaganda no Paraná para o volume ''História da Propaganda no Brasil'', publicado pela T.A.Queiroz.
''Esse texto foi o ponta-de-lança para o novo livro'' revela. Ao analisar o atual estágio da propaganda paranaense, ele diz que os profissionais locais estão no mesmo nível daqueles do eixo Rio-SP, mesmo contando com um mercado de menor porte. ''A criatividade é a mesma, como prova nossa participação nas premiações'' diz.
Ney atua no ramo há 23 anos. Escreveu na Folha de Londrina entre 1994 e 2001, assinando a coluna semanal ''Ponto de Venda''. Há dois anos, recebeu o troféu ''Semeador da Propaganda do Paraná'', instituído pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Paraná.

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