LANÇAMENTO - 'Literatura existe para abrir a cabeça'
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Jackeline Seglin<br> Reportagem Local 
O escritor e cartunista Ziraldo esteve ontem em Londrina participando do lançamento dos livros escritos por alunos do Colégio Maxi a partir de desenhos do Menino Maluquinho e sua turma. Cerca de 800 estudantes da Educação Infantil à 6 série do Ensino Fundamental e professores participaram da ''Oficina do Livro'', que é uma parceria com o Portal Educacional do Maxi. Nesse projeto, cada aluno tem sua história publicada em um livro assinado junto com Ziraldo.
De acordo com o diretor pedagógico do colégio, Ubiracy D'Andrea, os alunos realizaram os trabalhos de agosto a outubro. O intuito é despertar nos estudantes o interesse pela leitura e pela escrita. ''A empatia do Ziraldo com as crianças é uma coisa interessante. Existe uma grande ansiedade delas em fazer perguntas, conversar com o autor'', diz.
Ontem foram lançados os livros ''Virtudes'' (Educação Infantil e 1 Série), ''Os Voluntários da Pátria'' (2 e 6 séries), ''Água Nossa de Cada Dia'' (3 e 5 séries) e ''Os Meus Direitos'' (4 série).
Ziraldo também participou ontem de um bate-papo no Cine-Teatro Ouro Verde sobre ''Educação e Cidadania'', com cerca de mil professores da rede pública e particular de ensino. Este evento integrou a campanha da prefeitura intitulada ''Maluquinho por Londrina'', que visa a conscientização sobre a importância de preservar a cidade. O convidado recebeu do prefeito Nedson Micheleti a ''chave da cidade'', no formato do Menino Maluquinho. Desta segunda fase da campanha também faz parte a distribuição de mais cem mil cartilhas para crianças sobre o tema ''Cuidados no Trânsito''.
O cartunista está empolgado e diz que seu principal personagem parece ter tomado conta da cidade. ''Estou superligado em Londrina. Esta é uma cidade com uma história recente, onde as pessoas têm uma consciência do dever de cidadão muito grande. E como o meu trabalho é marcado pela consciência cívica, cidadã, isso acaba aparecendo não só numa convocação à cidade, mas também nas escolas'', diz.
Para o escritor, seu trabalho está sendo conduzido para a idéia de comunidade, respeito, cidadania. ''Tudo passa pela palavra, que tem uma força incrível. Mas o que quero é convidar o leitor ao sonho, à imaginação''. Como ele frisa, ''literatura serve para abrir a cabeça''.
Na sala de aula do Maxi, os alunos se empolgaram com a conversa com o ''pai'' do Menino Maluquinho, que além de matar a curiosidade e responder perguntas, ainda fez desenhos autografados para presentear a turma. E ao final do bate-papo, um toque: ''Para quem gosta de ler, nada é complicado''.


