A poeta Sylvia Plath voltou recentemente ao noticiário literário com o lançamento do livro ''Ariel: The Restored Edition'', uma versão restaurada da obra que deixou pronta antes de se matar.
Sylvia abreviou a vida em fevereiro de 1963. Naquela temporada, escreveu poemas aos borbotões, que reuniu no manuscrito. O volume, intitulado ''Ariel'', foi impresso dois anos depois pelo marido e também poeta Tom Hughes.
Ao chegar ao público, o material tornou-se um clássico da poesia contemporânea. Mas a edição nunca satisfez os admiradores mais rigorosos, que criticaram o forma como Hughes trabalhou os textos não só desrespeitando a sequência assinalada pela autora como limando 12 poemas e incluindo outros 12.
A nova versão, lançada no final do ano passado nos Estados Unidos, recupera o conjunto original. É a que aparece, em fragmentos, na nova edição da revista Coyote com tradução de Maria Cristina Lenz de Macedo. Coyote traz três poemas de ''Ariel'', além de outro poema avulso. Traz também poemas da romena Aglaja Veteranyi (morta em 2004), um dossiê do poeta e tradutor norte-americano Kent Johnson e o prológo escrito por John Fante para o romance ''Pergunte ao Pó''.
A revista destaca ainda fotos da catarinense Lela Martorano, quadrinhos do paulista André Kitagawa e contos de Wander Piroli, Paulo Sandrini e Luiz Horário. Completam a edição paródias de Juó Barnabé (de clássicos da poesia brasileira) e mais poemas de Márcio Scheel, Douglas Diegue e Célia Musilli (editora da Folha Dois).
Coyote é editada em Londrina, conta com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) e tem distribuição nacional pela editora Iluminuras. Está à venda a R$ 10,00 nas livrarias locais.

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